Menina é atacada por onça em área natural e caso destaca o papel do seguro

Na última quinta-feira (14), uma criança de 8 anos foi atacada por uma onça-parda na área de uma cachoeira na Chapada dos Veadeiros. Em situações como essa, o seguro de acidentes pessoais e assistência viagem podem ser importantes aliados para cobrir despesas médicas, hospitalares e remoções de emergência, além de oferecer suporte às famílias em casos inesperados durante passeios turísticos e atividades em áreas naturais.

Dorival Alves de Sousa, delegado representante da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e diretor do Sindicato dos Corretores de Seguros do Distrito Federal (Sincor-DF), ressalta que o episódio reacende o debate sobre prevenção e proteção financeira e assistencial em acidentes ocorridos em áreas naturais.

Segundo ele, além dos planos de saúde tradicionais, turistas e empresas que promovem passeios pela natureza devem considerar coberturas específicas. Uma das soluções recomendadas é o seguro viagem com cobertura para esportes de ecoturismo, que inclui despesas médicas, hospitalares e odontológicas (DMHO), além de traslado médico.

Em apólices mais completas, Dorival destaca ainda as coberturas para regresso sanitário e traslado de corpo, especialmente indicadas para trekkings, trilhas e atividades amadoras em áreas remotas. Outro seguro considerado fundamental em situações como essa é o de acidentes pessoais, que oferece indenizações por morte ou invalidez por acidente, além de cobertura para resgate emergencial em algumas modalidades.

O diretor do Sincor-DF explica também que, dependendo da atividade praticada, algumas seguradoras exigem declaração específica e podem incluir cláusulas adicionais para esportes considerados radicais.

Outro ponto importante, de acordo com Dorival, é a contratação de serviços com guias e operadoras profissionais, que normalmente oferecem ou indicam seguros individuais aos turistas e mantêm apólices de responsabilidade civil para proteção em casos de acidentes ou outros incidentes durante os passeios.

A idade do segurado também merece atenção. “Não há idade mínima universal para Seguro Viagem; bebês podem ser incluídos desde que a apólice e documentação estejam corretas. Para Seguro de Vida ou algumas coberturas de acidentes pessoais, regras da Susep limitam contratações sem restrições para menores; menores de 14 anos têm limitações contratuais”, observa.

Dorival também recomenda atenção à contratação responsável, garantindo que a apólice esteja emitida corretamente em nome do segurado, ou do menor, com responsável financeiro vinculado, e que todas as condições gerais sejam lidas e explicadas por um corretor ou operador antes da contratação.

Além disso, o especialista reforça o papel central dos corretores de seguros na orientação sobre quais riscos devem ser cobertos, na comparação entre seguradoras e na explicação de cláusulas e exclusões. “Profissionais responsáveis ajudam a escolher apólices que contemplem resgate em áreas remotas, cobertura para esportes de aventura e eventuais custos de transporte até hospitais de referência”, finaliza.

Fonte: CQCS