Renato Almeida conversou sobre como as coberturas adaptadas à atividade, assistência 24 horas e vigências de até dois anos compõem a proteção das empresas e detalha o papel do corretor na identificação dos riscos.
Um apagão que compromete mercadorias refrigeradas, um dano elétrico que afeta equipamentos ou um incêndio que interrompe as atividades por um período prolongado são situações que ajudam a compreender o alcance do seguro empresarial para além dos bens físicos de uma companhia. Os exemplos foram apresentados por Renato Almeida, Superintendente Comercial De Grupos Econômicos e Comercial PJ da Tokio Marine, durante entrevista ao 59º episódio do Insurtalks Cast. Na conversa, ele abordou a adaptação das coberturas aos diferentes tipos de negócio, o suporte às despesas necessárias para manter uma empresa durante uma interrupção e a participação do corretor na identificação dessas exposições.
O executivo também detalhou mudanças realizadas pela Tokio Marine no produto, entre elas a simplificação do enquadramento de atividades, a ampliação dos limites disponíveis para cotação e contratação pelos corretores, uma jornada digital que pode ser concluída pelo próprio cliente e a possibilidade de contratar o seguro por 12 ou 24 meses. Segundo o executivo, a combinação dessas alternativas busca adequar a apólice à atividade e à estrutura financeira de empresas de diferentes portes.
A operação também está entre os bens que precisam ser protegidos
Incêndio, queda de raio, explosão e roubo estão entre os riscos mais facilmente associados ao seguro empresarial. Na avaliação de Almeida, porém, a análise da proteção precisa considerar situações capazes de interferir no funcionamento da empresa mesmo quando não há perda integral de seu patrimônio.
Ao citar bares e restaurantes, o executivo lembra que uma interrupção de energia pode comprometer mercadorias mantidas sob refrigeração. Danos elétricos, por sua vez, podem atingir equipamentos necessários ao funcionamento de diferentes atividades. Dependendo das condições contratadas, a apólice ainda pode contemplar despesas fixas durante o período em que a empresa enfrenta as consequências de um evento coberto.
Para Almeida, esse tipo de proteção pode preservar recursos que seriam retirados diretamente do caixa ou do capital de giro para manter compromissos durante uma interrupção. “Existem garantias que garantem o pagamento das despesas fixas dessa empresa, e isso também é uma maneira de proteger o caixa e o capital de giro da empresa”.
Na avaliação do executivo, a dimensão desse impacto se torna mais clara quando se considera o tempo necessário para construir uma operação. Patrimônio, contratação de funcionários, treinamento de equipes e expansão da atividade representam investimentos acumulados ao longo dos anos e podem ser atingidos por um único evento de maior proporção.
Mais de 50 coberturas para diferentes tipos de atividade
A cobertura básica citada por Almeida reúne incêndio, queda de raio e explosão. A partir dela, segundo o executivo, a Tokio Marine disponibiliza mais de 50 coberturas que podem ser selecionadas conforme as características da empresa.
“A partir dessa cobertura básica, nós, na Tokio Marine, temos mais de cinquenta coberturas disponíveis para adequar à realidade daquele empresário, daquela empresa e daquela operação”.
A composição depende, portanto, dos riscos presentes em cada atividade. Entre os exemplos que ele mencionou estão danos elétricos e proteções relacionadas à interrupção da operação. Almeida também destaca as assistências 24 horas como serviços que agregam valor ao seguro empresarial durante a vigência da apólice, independentemente da ocorrência de um sinistro. Chaveiro, eletricista e encanador estão entre os atendimentos mencionados pelo executivo. Ele destaca como diferencial da Tokio Marine a limpeza de placas fotovoltaicas.
Corretor faz a leitura dos riscos antes da composição da apólice
A quantidade de coberturas disponíveis também coloca uma questão anterior à contratação: identificar quais delas correspondem aos riscos efetivamente presentes na empresa. Renato atribui essa interpretação ao corretor, que reúne informações sobre a atividade do cliente e estrutura a proposta a partir delas. Ele explica que cabe a esse profissional conhecer a operação, identificar as exposições existentes e avaliar quais coberturas precisam integrar a apólice.
“Ele é o detentor dessa relação com o cliente e tem um papel fundamental de fazer, de fato, essa consultoria. Ele é o nosso interlocutor entre companhia e cliente”.
Tokio Marine oferece contratação por até dois anos
Questionado sobre quais melhorias foram implantadas recentemente, o executivo falou sobre a possibilidade de contratar o seguro empresarial por até dois anos. “Aqui na Tokio Marine, o cliente tem opção de contratar por doze ou vinte e quatro meses, parcelar o seguro em vinte e quatro vezes sem juros”. De acordo com ele, a contratação plurianual ainda prevê desconto e permite ao empresário conhecer antecipadamente o desembolso previsto para esse período. A companhia também trabalha com descontos relacionados à quantidade e ao agrupamento das coberturas selecionadas.
Outra frente mencionada por Almeida é o Empresarial Digital. “A gente desenvolveu o Empresarial Digital, onde o corretor de seguros encaminha o link para os clientes e eles conseguem fazer toda a jornada de compras, de customização de coberturas e contratar o seguro”.
Ele fala também dos descontos progressivos: “Na Tokio, oferecemos um desconto a partir da quantidade de coberturas que o cliente for contratando. São descontos por agrupamento de cobertura”.
Proteção ainda aparece tarde na abertura de muitos negócios
Ao discutir o espaço existente para ampliar a contratação do seguro empresarial, Almeida cita dados da CNseg segundo os quais aproximadamente 26% das empresas pensam na contratação de um seguro enquanto estruturam a abertura do negócio. Na avaliação do executivo, isso indica que há espaço para que o corretor introduza a discussão sobre riscos ainda durante a estruturação da empresa e que a possibilidade de parcelamento por 24 meses oferecida pela Tokio é uma facilidade muito interessante para negócios que precisam administrar investimentos iniciais e outras despesas simultaneamente.
Almeida cita ainda quase 25 milhões de empresas ativas no Brasil e afirma que mais de 97% delas seriam pequenas e microempresas, explicando que empresas menores podem ter maior dificuldade para absorver financeiramente eventos como incêndios, vendavais ou danos elétricos sem uma proteção contratada.
Campanha convida corretores a olhar para a própria carteira
O executivo falou também da campanha da Tokio Marine direcionada a corretores e assessorias, a Corrida Empresarial. O superintendente explicou que ela foi criada para ficar ativa durante os meses de junho, julho e agosto de 2026 e que foi estruturada num modelo inédito para a Tokio. A ação utiliza um sistema no qual os profissionais que alcançam os objetivos estabelecidos podem receber comissão adicional.
Ao explicar a proposta, o executivo associa a campanha à prospecção de empresas que já fazem parte do entorno comercial do corretor. “Campanhas dessa natureza estimulam o corretor a ficar atento a essas oportunidades, olhar para sua carteira, olhar para seu bairro, olhar para sua cidade, ver quantas oportunidades existem ali”.
A iniciativa acompanha as mudanças feitas no produto e no processo de contratação, com a intenção de ampliar a oferta dentro das carteiras já atendidas pelos profissionais.
Eventos climáticos entram com mais frequência na discussão sobre riscos
Falando sobre as perspectivas para o seguro empresarial, Almeida relaciona a procura por esse tipo de proteção à maior exposição das empresas a eventos como enchentes, vendavais, períodos de seca, incêndios e danos elétricos. Ele explica que os resultados da Tokio Marine refletem essa exposição maior: a carteira de seguro empresarial da companhia cresceu mais de 22% no ano passado e mantém expansão de dois dígitos em 2026.
Na avaliação do executivo, ainda há espaço para aumentar a presença do produto entre empresas de diferentes portes. “A gente acredita que a tendência do seguro empresarial é se consolidar ainda mais para pequenos, médios e grandes empresários”.
Questionado sobre o que diria a quem ainda considera o seguro principalmente como um custo, Almeida voltou à proteção da continuidade da atividade e às consequências financeiras de uma interrupção. “Eu acho que a principal mensagem para o empresário é que ele olhe para o seguro, de fato, como um mecanismo de proteção da operação, que vai muito além do patrimônio”.
Fonte: INSURTALKS







