Com atuações decisivas e cada vez mais protagonista da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Vinicius Jr. voltou a ocupar os holofotes do futebol mundial. Mas, além dos gols e do desempenho em campo, o atacante representa um patrimônio bilionário sustentado por contratos publicitários, direitos de imagem e ativos de alto valor. Nesse contexto, cresce a importância do mercado de seguros, que oferece soluções capazes de proteger não apenas a carreira do atleta, mas também seu patrimônio, sua reputação e seus negócios, um segmento que abre novas oportunidades para seguradoras e, principalmente, para os corretores de seguros.
À medida que a indústria esportiva amplia seu valor econômico, cresce também a necessidade de estratégias robustas de gerenciamento de riscos. Segundo o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, um atleta da dimensão de Vinicius Jr. deve ser encarado como uma verdadeira empresa, o que exige uma proteção muito mais abrangente do que a oferecida pelos seguros tradicionais.
Na avaliação do executivo, “um atleta profissional do tamanho do Vini Jr. não é apenas um jogador de futebol; ele é uma grande empresa multinacional em formato de indivíduo”. Por isso, a gestão de riscos precisa contemplar diferentes frentes que vão além da atividade esportiva.
Entre os principais riscos estão as lesões e incapacidades físicas, capazes de comprometer tanto a carreira quanto contratos milionários de trabalho e bonificações por desempenho. Nesse contexto, Bentes explica que seguros como Diária de Incapacidade Temporária (DIT) e coberturas para invalidez permanente permitem proteger a principal fonte de geração de renda do atleta, com capitais compatíveis ao seu valor de mercado.
Outro ponto sensível envolve a reputação. Em um ambiente onde patrocinadores investem milhões na associação de suas marcas a grandes estrelas do esporte, crises de imagem podem provocar impactos financeiros imediatos. Segundo o presidente do Sincor-MG, seguros voltados à gestão de crises e proteção da imagem ajudam a reduzir esses prejuízos, cobrindo desde serviços especializados de comunicação até perdas decorrentes da interrupção de contratos publicitários.
O patrimônio acumulado por atletas de elite também exige planejamento de longo prazo. De acordo com Gustavo Bentes, seguros de vida com foco sucessório, aliados a instrumentos jurídicos, garantem liquidez para a família e evitam que patrimônios milionários fiquem bloqueados durante processos de inventário. O objetivo, segundo ele, é preservar a continuidade dos negócios sem comprometer os ativos construídos ao longo da carreira.
Além das coberturas tradicionais, o mercado vem desenvolvendo soluções cada vez mais específicas para acompanhar a evolução da indústria esportiva. Bentes destaca que já existem seguros voltados à garantia de obrigações contratuais e bonificações por desempenho, protegendo clubes e patrocinadores quando metas deixam de ser cumpridas por fatores de força maior, como uma lesão que impeça o atleta de atuar.
Outra modalidade em expansão é o seguro de contingência para patrocínios. Conforme explica o executivo, caso um atleta sofra uma lesão grave e fique impossibilitado de participar de campanhas publicitárias já contratadas, a cobertura pode indenizar custos relacionados à refilmagem, cancelamento de mídia e demais perdas financeiras.
A crescente exposição digital dos atletas também ampliou a demanda por seguros cibernéticos. Com milhões de seguidores e dados de alto valor econômico, jogadores de elite passaram a enfrentar riscos ligados à invasão de contas, vazamento de informações e tentativas de extorsão digital. Para Bentes, esse tipo de proteção já integra a estratégia patrimonial de indivíduos de altíssima renda.
Para o presidente do Sincor-MG, a valorização da indústria esportiva cria “um oceano azul para o mercado de seguros”, especialmente para profissionais que estejam dispostos a ir além da comercialização tradicional de apólices. Segundo ele, “os grandes super-heróis do nosso segmento” são os corretores, que precisam assumir uma atuação cada vez mais consultiva.
Nesse cenário, Gustavo Bentes afirma que o corretor deve trabalhar em conjunto com advogados, empresários, assessores e family offices, desenhando matrizes integradas de riscos que contemplem tanto a pessoa física quanto os negócios e o planejamento sucessório dos atletas.
O dirigente ressalta ainda que as oportunidades começam muito antes dos grandes contratos internacionais. Jovens atletas das categorias de base, que muitas vezes já se tornam os principais provedores financeiros de suas famílias, representam um nicho importante para soluções de proteção financeira e planejamento patrimonial.
Além disso, o crescimento dos e-sports amplia ainda mais o campo de atuação do setor. Segundo Bentes, atletas profissionais de games enfrentam riscos relacionados a lesões por esforço repetitivo, exposição da imagem e quebra de contratos de patrocínio. “É um nicho em franca expansão para o mercado de seguros, hoje e para o futuro”, destaca.
O presidente do Sincor-MG também chama atenção para o avanço das arenas multiuso e dos grandes eventos esportivos, que impulsionam a demanda por seguros de responsabilidade civil, cancelamento de eventos e proteção patrimonial. Para ele, o esporte deixou de representar apenas paixão e entretenimento para se consolidar como uma indústria multibilionária, na qual a gestão de riscos se tornou indispensável e abre novas oportunidades de negócios para as seguradoras e, principalmente, para os corretores de seguros.
Fonte: CQCS








