“Educar para lidar com o dinheiro é, antes de tudo, educar para o futuro”, afirmou o diretor de Assuntos Corporativos da CNseg, André Nunes, durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em 19 de maio.
Em sua apresentação no painel “Fundeb, escola em tempo integral e piso do magistério: avanços e desafios”, ele destacou a importância de ensinar os jovens, desde cedo, a como planejado, organizar recursos e fazer escolhas financeiras conscientes.
Ao falar sobre o tema, André destacou que o orçamento não é apenas uma planilha de receitas e despesas, mas um instrumento capaz de revelar hábitos de consumo, evitar gastos por impulso e orientar prioridades.
Segundo ele, a educação financeira precisa ser tratada como parte da formação básica dos estudantes, ajudando a reduzir o medo de lidar com dinheiro e preparando crianças e adolescentes para decisões que terão impacto ao longo de toda a vida adulta.
Foi nesse contexto que ele apresentou iniciativas da CNseg voltadas à educação financeira como ferramenta para ampliar a autonomia dos jovens e ajudá-los na construção de projetos de vida.
O projeto “Educação Financeira: Desenvolvimento de Habilidades Fundamentais”, realizado pela CNseg em parceria com o UNICEF, busca inserir trilhas formativas de educação financeira nas escolas públicas.
A iniciativa está conectada a dois programas já desenvolvidos pelo organismo internacional. O primeiro é o Trajetórias de Sucesso Escolar (TSE), voltado ao enfrentamento do fracasso escolar e à redução da perda de idade-série, fortalecendo políticas de permanência, aprendizagem e avanço dos estudantes.
O segundo é o Um Milhão de Oportunidades (1MiO), plataforma que conecta empresas, governos estaduais e organizações para ampliar o acesso de jovens ao mundo do trabalho e à inclusão produtiva. O programa alcançará inicialmente os estados do Amapá, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins, com previsão de implantação em cerca de 2 mil municípios.
A proposta da CNseg prevê a capacitação de 2,2 mil professores como multiplicadores de educação financeira, além da formação de 40 mil estudantes do ensino fundamental e médio até o fim de 2027. A meta é cadastrar até 200 mil jovens na plataforma 1MiO, ampliando a articulação entre educação e empregabilidade.
De acordo com André Nunes, embora os números ainda representem um primeiro passo diante da dimensão do desafio educacional brasileiro, a iniciativa pretende estimular escolas e professores a incorporar a educação financeira como ferramenta prática para a vida cotidiana.
Durante sua apresentação, André também relatou uma discussão ao próprio debate sobre o Fundeb. Ele observou que, embora o fundo tenha crescido significativamente nos últimos anos, a discussão sobre educação precisa ir além do aumento de recursos e se concentrar em como esses valores são alocados para gerar resultados concretos.
Nesse sentido, argumentou que a educação financeira pode contribuir para formar cidadãos mais preparados para planejar, priorizar gastos e tomar decisões responsáveis, competências que, segundo ele, são essenciais tanto na vida pessoal quanto no desenvolvimento econômico do país.
Fonte: CNseg








