Seguros mitigam riscos de transporte de cargas perigosas

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária CCR RioSP, a explosão de domingo provocou um incêndio de grandes proporções, levou à interdição total da rodovia nos dois sentidos por cerca de três horas e deixou ao menos cinco mortos e mais de dez feridos, alguns em estado grave. O impacto foi tão intenso que veículos foram incendiados, destroços se espalharam pela pista e houve preocupação com riscos ambientais devido ao vazamento e à combustão do gás.  O gás transportado pela carreta era classificado como ONU 1075 – GLP, produto altamente inflamável, cujo vazamento, associado a qualquer fonte de ignição, pode resultar em explosões violentas.  

Na matéria “Seguros mitigam riscos de transporte de cargas perigosas”, especialistas do mercado segurador e da área de gerenciamento de riscos avaliam que o transporte de produtos perigosos é uma das operações logísticas mais complexas do país, exigindo preparo técnico, conformidade regulatória e instrumentos financeiros adequados para lidar com sinistros de grande impacto. 

Segundo os entrevistados, as múltiplas perdas geradas por esses acidentes tornam os seguros estratégicos para custear dados e garantir continuidade do negócio. Isso porque as coberturas vão além da indenização da carga, incluindo responsabilidade civil perante terceiros, custos de limpeza de pista, contenção de vazamentos e reparação de danos ambientais, especialmente em apólices específicas de responsabilidade ambiental.  

Prevenção como fator decisivo 

De acordo com os entrevistados, as seguradoras têm reforçado a ideia de que o seguro não substitui a prevenção, mas funciona melhor quando integrado a uma gestão de riscos estruturada. Entre as medidas citadas estão o treinamento especializado de motoristas, o uso correto de embalagens homologadas, a sinalização adequada dos veículos e o monitoramento das viagens em tempo real. Para esse grupo, empresas com práticas preventivas sólidas conseguem reduzir significativamente a frequência e a gravidade dos sinistros. 

Cumprimento das normas é condição básica 

Os especialistas também afirmam que o transporte de cargas perigosas está inserido em um ambiente regulatório rigoroso, alinhado a padrões internacionais. Eles alertam que o descumprimento das normas técnicas e legais não apenas aumenta o risco de acidentes, como pode resultar em multas, sanções administrativas e dificuldades na contratação ou acionamento do seguro. Assim, conformidade regulatória e segurança operacional são vistas como elementos inseparáveis.  

Nesse cenário, os entrevistados concordam que os seguros exercem um papel fundamental ao difundir boas práticas, orientar empresas e estimular a cultura da prevenção, contribuindo para elevar o padrão de segurança do transporte de cargas perigosas no Brasil. Em outras palavras, a integração entre seguro, gestão de riscos e cumprimento das normas é fundamental para reduzir impactos ambientais, proteger vidas e fortalecer a logística nacional. 

Ainda assim, acidentes, como o de Barra Mansa, ocorrem e reacendem o debate sobre aperfeiçoamentos das políticas públicas e capacitação especializada, uma vez que o transporte de produtos perigosos está inserido em um ambiente regulatório complexo, alinhado a normas nacionais e internacionais. 

Fonte: Notícias do Seguro