Desde sua fundação em 30 de agosto de 1926, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) tem desempenhado um papel central na representação e promoção dos interesses das empresas de seguros no Brasil. Como órgão supremo de representação das seguradoras, a CNseg abraça um amplo espectro de segmentos, incluindo seguros gerais, previdência privada, vida, saúde suplementar e capitalização, constituindo-se como uma força vital para o desenvolvimento do setor.

Funções e Impacto

A missão da CNseg é multifacetada, estendendo-se desde a representação institucional até o desenvolvimento de normas técnicas para o setor. Entre suas principais atribuições, destacam-se:

Representação Institucional: Defendendo os interesses das seguradoras em âmbitos regulatório, legislativo e judicial, a CNseg é uma voz poderosa perante os poderes públicos, órgãos reguladores, entidades de classe e a sociedade em geral. Essa representação é crucial para o fortalecimento e aprimoramento contínuo do mercado.

Desenvolvimento do Setor: Através de iniciativas educacionais, campanhas de conscientização e estudos de mercado, a CNseg impulsiona o crescimento do setor de seguros, promovendo a importância da proteção financeira e previdenciária para indivíduos e empresas.

Normatização e Padronização: Estabelecendo normas e padrões técnicos, a Confederação busca assegurar a solidez, segurança e transparência do mercado, elementos essenciais para a confiança do consumidor.

Integração Setorial: Atuando como um fórum de integração, a CNseg facilita o diálogo e a colaboração entre as seguradoras, promovendo um ambiente de cooperação para o enfrentamento de desafios comuns.

Relações Internacionais: No cenário global, a CNseg representa o mercado brasileiro de seguros, promovendo intercâmbios com outros mercados e participando ativamente de fóruns e organizações internacionais.

Contribuições e Perspectivas

A atuação da CNseg é fundamental não apenas para o crescimento do setor de seguros, mas também para o fortalecimento da proteção financeira e do bem-estar dos cidadãos e empresas brasileiras. Ao longo de quase um século de existência, a Confederação tem sido um pilar na evolução do mercado, adaptando-se às mudanças econômicas e sociais e antecipando as necessidades futuras de proteção e segurança.

Seguros rurais

O Brasil solidifica sua posição como líder global no setor agroalimentar, dominando o mercado mundial em várias frentes. Dados destacam o país como o maior exportador de soja, responsável por 56% das exportações globais, seguido de perto por significativas participações no mercado de milho (31%), café (27%), açúcar (44%), suco de laranja (76%), carne suína (24%) e carne de frango (33%). Estes números não apenas refletem a competência e eficiência do setor agrícola brasileiro, mas também sublinham a grande importância da agroindústria para o desenvolvimento econômico do Brasil e seu impacto significativo no abastecimento alimentar global.

Paralelamente ao seu protagonismo no setor de alimentos, o Brasil também avança no fortalecimento do suporte financeiro ao agronegócio por meio do seguro rural. Em 2023, o mercado de seguros desempenhou um papel crucial na proteção do setor agrícola, com o pagamento de aproximadamente R$ 4,7 bilhões em indenizações de seguro rural. Este valor, conforme apontado por dados da CNseg, evidencia a relevância crescente do seguro como um instrumento de proteção social, oferecendo uma rede de segurança para os agricultores contra imprevistos, garantindo a continuidade e a estabilidade da produção agrícola.

Goiás

Em Goiás, a relação entre agricultores e seguradoras tem sido marcada por uma alta taxa de sinistralidade, com 60% nos últimos cinco anos, contrastando com uma arrecadação de prêmios de seguro de apenas 9,5%. Essa dinâmica sugere um maior volume de indenizações em comparação aos prêmios pagos, destacando a eficácia do seguro agrícola na proteção dos produtores.

Contudo, segundo o Presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Joaquim Neto, o estado observou uma redução de cerca de 30% na área plantada de 2021 a 2023, o que pode ter influenciado essa tendência e levantado questões sobre o interesse dos agricultores em manter ou contratar novas apólices de seguro, especialmente diante da necessidade de reajustes nos prêmios por conta do alto volume de indenizações e a diminuição de recursos para subvenções.

Além disso, a vasta área de irrigação em Goiás, uma das maiores do país, apresenta um paradoxo: apesar de oferecer uma proteção natural contra riscos climáticos, como geadas e escassez hídrica, esse fator pode estar diminuindo o interesse dos produtores pelo seguro agrícola, considerando as eficazes medidas de irrigação já implementadas. Este cenário reflete os desafios enfrentados pelo setor de seguro agrícola no estado, entre a efetiva proteção oferecida aos agricultores e as barreiras econômicas e práticas à sua adoção.

Fonte:  Diário da Manhã