Levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida apontou que de janeiro a setembro de 2023 a arrecadação em prêmios de seguros de pessoas chegou a R$ 45,6 bilhões.

O presidente da FenaPrevi, Edson Franco, disse que apesar da evolução do mercado e do cenário positivo de crescimento, o país ainda não atingiu todo o seu potencial em termos de adesão aos produtos e serviços do segmento.

Conforme o dirigente, apesar do Brasil ser a 11ª economia do mundo, o país figura na 43ª posição na participação dos seguros de pessoas, conforme o ranking da OCDE. Ressaltou que as atuais reservas existentes em previdência privada aberta somam mais de R$ 1,3 trilhão, mesmo com o cenário macroeconômico, socioeconômico e de endividamento e restrição de crédito do país.

Franco destacou que o mercado vem crescendo em quantidade de planos e de participantes, sendo que mais de 11 milhões de pessoas possuem planos previdenciários. Ele também lembrou dos dados divulgados em outubro relativos à 2ª edição da pesquisa encomendada pela Federação ao Instituto Datafolha.

Denominada de “Percepções dos brasileiros sobre a necessidade de proteção e planejamento: o papel dos seguros e da previdência”, a pesquisa apontou o desconhecimento dos brasileiros em relação à aposentadoria, situação considerada muito preocupante pelo gestor.

Na pesquisa, quando questionados sobre como irão se sustentar quando pararem de trabalhar, quatro em cada dez dos entrevistados afirmaram que pretendem viver com a aposentadoria do INSS, embora 66% deles não tenha conhecimento sobre o valor que irá receber no futuro.

Perspectivas para 2024

Em termos de projetos para 2024, Edson Franco informou que o segmento está aguardando o novo marco regulatório dos planos PGBL e VGBL, aprovado pelo Conselho Diretor da Susep na reunião de novembro e que está dependendo da aprovação das Resoluções pelo Conselho Nacional de Seguros Privados. O novo marco traz grandes avanços, principalmente para o desenvolvimento da fase de pagamento de rendas aos participantes/segurados. Ele também salientou a importância da regulamentação do seguro de Vida Universal (Universal Life), prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

Fonte:  Jornal do Comércio RS – Online