EXCLUSIVA – A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) lançou nesta terça-feira (1º) uma nova fase do Notícias do Seguro, que passa a funcionar como um hub de conteúdo voltado à produção, organização e distribuição de informações sobre o Mercado de Seguros. A reformulação amplia a proposta da plataforma, que deixa de concentrar apenas notícias para reunir também vídeos, podcasts, newsletters, reportagens e conteúdos da Revista de Seguros.
A mudança começou a ser desenhada no ano passado, quando a entidade passou a trabalhar na transformação do Notícias do Seguro em uma plataforma de brand publishing. A proposta é ir além da divulgação de informações sobre o setor e utilizar o conteúdo também como ferramenta de posicionamento, reputação e interlocução com diferentes públicos. “O Notícias do Seguro deixa de ser apenas um portal de notícias e passa a ser um hub de conteúdo, em que a gente constrói uma ampla interlocução com o mercado, reguladores, Congresso, imprensa, consumidor e diversas outras entidades com as quais nos relacionamos”, afirmou Carla Simões, superintendente de Comunicação e Marketing da CNseg.
Na prática, a estratégia prevê abordar temas que ultrapassam a agenda interna do Mercado de Seguros. Assuntos econômicos, sociais, regulatórios e ambientais que tenham impacto sobre consumidores ou empresas poderão servir como ponto de partida para explicar como o seguro se relaciona com essas questões.
“A gente passa a trabalhar notícias mostrando exatamente que o setor segurador faz parte da sociedade. Ele não é apenas informativo, mas tem um olhar de posicionamento, em que a gente mostra a atuação do mercado junto aos órgãos reguladores, ao Congresso, ao Executivo, à imprensa, ao consumidor e a muitos outros parceiros institucionais com os quais nos relacionamos”, explicou Carla.
A proposta também está relacionada a um desafio histórico de comunicação do setor. Para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, apesar da presença dos seguros no cotidiano das pessoas e das empresas, sua relevância ainda precisa alcançar uma parcela maior da sociedade.
“É um setor difícil de comunicar, é um setor que tem umas tecnicalidades que atrapalham isso, mas, no fim do dia, é um setor muito necessário para a vida cotidiana das pessoas, para os negócios e para o desenvolvimento do país. Então, a gente tem essa missão de fazer com que esse conhecimento chegue cada vez a mais pessoas”, afirmou.
Além das notícias, o hub passa a concentrar conteúdos produzidos em podcasts, vídeos, redes sociais, newsletters e reportagens especiais. A Revista de Seguros, publicação centenária da CNseg, também passa a integrar a estrutura. Antes mantida em um ambiente separado, a revista terá espaço próprio dentro do Notícias do Seguro.
A estratégia permite ainda que um mesmo assunto seja apresentado em formatos diferentes, de acordo com o público e o canal de distribuição. Temas como transição climática, por exemplo, poderão ser trabalhados em reportagens especiais, vídeos, podcasts e outros conteúdos. “Transformamos o Notícias do Seguro neste hub com diferentes conteúdos, muitas vezes da mesma história, mas contados de forma diferente”, disse Carla.
Para Oliveira, a concentração dessa produção também deve facilitar a organização dos diferentes canais mantidos pela Confederação. “A ideia é simplesmente a gente ter um canal potente de comunicação que seja a voz do setor de seguros”, afirmou.
O presidente da CNseg ressaltou, porém, que a iniciativa não pretende disputar espaço com os veículos que acompanham o setor. “A gente não está lançando um site de notícias para concorrer com os veículos que cobrem o setor ou veículos de mídia nacional. É o porta-voz do setor. Aqui as pessoas vão encontrar qual é a nossa visão, a nossa opinião e quais são as questões para as quais a gente está chamando a atenção”, pontuou.
Distribuição passa a ser prioridade
Além da produção, a distribuição aparece como um dos pilares da nova fase. A avaliação apresentada durante o lançamento é que produzir conteúdo deixou de ser suficiente diante das mudanças na forma como as pessoas encontram informação na internet.
A estratégia passa, portanto, pela distribuição para três frentes: pessoas, mecanismos de busca, especialmente o Google, e ferramentas baseadas em grandes modelos de linguagem (LLMs). A intenção é fazer com que os conteúdos possam ser encontrados não apenas por quem entra diretamente no portal. “A grande virada é a distribuição. Não basta escrever, não basta contar uma história se ninguém chegar até ela. Então, a gente investiu nessa distribuição”, afirmou Carla.
Nesse processo, as métricas também ganham maior peso. Dados de audiência, alcance e engajamento deverão ajudar a identificar quais assuntos despertam maior interesse, quem está consumindo os conteúdos e quais formatos apresentam melhor desempenho.
A expectativa é que essas informações permitam direcionar a produção para diferentes públicos, entre consumidores, profissionais do setor, reguladores e parceiros institucionais. “A partir de agora, a gente vai cada vez mais aprofundar essas métricas para entender também que tipo de matéria é mais consumida, quais públicos se interessam mais, se tem consumidor, se tem órgão regulador, se tem parceiro. Isso vai nos ajudar a direcionar determinados conteúdos”, explicou a superintendente. Segundo Carla, a análise permanente dessas informações deverá funcionar como uma “bússola” para orientar os próximos passos da estratégia de conteúdo.
Outra frente do projeto será a construção de conteúdos capazes de permanecer relevantes depois da publicação. A estratégia envolve ampliar materiais chamados de evergreen, que funcionem como uma base de conhecimento sobre seguros e possam continuar sendo encontrados meses ou até anos depois.
A lógica é combinar o acompanhamento do noticiário com conteúdos explicativos e de referência, respondendo não apenas ao que aconteceu, mas também ao impacto daquele assunto para quem acessa a plataforma. Bruno Rodrigues, especialista de conteúdo da CNseg, destacou que a estratégia passa pela construção de bases de conhecimento e pela possibilidade de recuperar essas informações posteriormente. Segundo ele, o conteúdo precisa ser pensado não apenas para o momento da publicação, mas também para continuar sendo consumido no futuro. “A ideia do conteúdo evergreen é que ele seja consumido um ou dois anos depois. E aí isso conversa com questões básicas de comunicação, inclusive questões jornalísticas: o que aconteceu, o que importa de fato e o que muda para quem lê”, afirmou.
Carla Simões e Bruno Rodrigues, da CNseg
Para o conteudista, mesmo diante das mudanças tecnológicas na forma como a informação é organizada e encontrada, o projeto mantém o leitor no centro da estratégia. “A ideia de trabalhar com esses pilares da comunicação é um compromisso com o leitor, porque são pessoas lendo ainda”, acrescentou.
A plataforma continuará recebendo novas funcionalidades nas próximas semanas. A avaliação apresentada no lançamento é que a reformulação representa o início de um processo contínuo, no qual o Notícias do Seguro deverá ser adaptado de acordo com o comportamento da audiência e os resultados observados.
“Todo site, todo portal, entra em ondas quando é parte de um projeto. Nas próximas semanas, outras peças vão entrar. Um portal é um organismo vivo, ele tem que continuar crescendo e se adaptando ao gosto e ao interesse do público. O lançamento é um marco, mas não é uma linha de chegada”, concluiu.
Fonte: Seguros BR








