A simples adesivação de um veículo de passeio com propaganda política não compromete, por si só, a cobertura do seguro auto. O esclarecimento foi divulgado nesta terça-feira (11) pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) após questionamentos sobre o uso de veículos particulares durante campanhas eleitorais.
Segundo as entidades, o ponto de atenção está na finalidade de utilização do automóvel. Quando o carro apenas recebe adesivos, mas continua sendo utilizado normalmente para fins particulares, não há alteração da utilização do veículo. A situação muda quando o automóvel passa a ser utilizado em atividades de campanha política.
Nesses casos, segundo a CNseg e a FenSeg, a finalidade do veículo pode deixar de ser considerada exclusivamente particular e passar a se aproximar de uma utilização comercial ou publicitária. Por isso, a recomendação é que o segurado comunique a mudança ao corretor, que deverá orientar sobre a necessidade de adequação do contrato junto à seguradora.
A alteração é importante porque o uso do veículo em atividades de campanha pode modificar a exposição ao risco. Carros utilizados para apoio a eventos, deslocamentos frequentes e outras atividades relacionadas à campanha podem estar mais sujeitos a acidentes, vandalismo e circulação em locais com grande concentração de pessoas.
“As seguradoras avaliam o uso do veículo para fins publicitários ou de apoio como um aumento de risco. O automóvel fica mais exposto a acidentes, vandalismo e deslocamentos frequentes em eventos públicos, principalmente”, explica Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg.
Na prática, o segurado não deve presumir que a cobertura permanecerá exatamente nas mesmas condições quando houver mudança na forma de utilização do automóvel. A orientação das entidades é comunicar o corretor para que a situação seja analisada e, se necessário, a apólice seja ajustada antes da utilização do veículo para essa finalidade.
Para o corretor de seguros, o caso reforça a importância de acompanhar não apenas as características do veículo, mas também eventuais mudanças na rotina e na utilização informadas pelo cliente durante a vigência da apólice.
A diferença entre adesivar o carro e utilizá-lo efetivamente em atividades de campanha, portanto, é fundamental. Enquanto a propaganda aplicada ao veículo, isoladamente, não altera sua finalidade de uso, a utilização em atividades políticas pode representar uma mudança de risco que deve ser comunicada à seguradora.
O esclarecimento da CNseg e da FenSeg busca evitar que dúvidas sobre a utilização do veículo só apareçam no momento de um eventual sinistro. Para o segurado, a principal recomendação é manter o corretor informado sempre que houver mudança relevante na utilização do automóvel.
Fonte: CQCS








