A matéria debruça-se sobre a expansão do crime organizado no Brasil, examinando como o fenômeno deixou de ser um problema restrito à segurança pública para se tornar um agente econômico paralelo, com impactos bilionários sobre a economia formal.
A reportagem destaca que, por décadas, o Brasil tratou o crime organizado apenas como questão policial, subestimando sua capacidade de adaptação e infiltração acelerada na economia formal. Hoje, as quase 90 facções criminosas presentes no País se tornaram verdadeiros “agentes econômicos”, impondo regras, capturando territórios e contaminando mercados.
Resultado: o custo do crime organizado para o País é estimado entre R$1,3 trilhão e R$ 1,5 trilhão por ano, o que representa até 11% do PIB brasileiro. Esse “imposto invisível” afeta empresas e cidadãos, desvaloriza regiões, afugenta investimentos e desorganiza cadeias produtivas.
Facções como PCC e Comando Vermelho estão presentes em quase todo o território nacional e atuam em múltiplos setores, incluindo combustíveis, bebidas, apostas, fintechs, criptoativos e serviços públicos terceirizados. Utilizam empresas de fachada, operadores financeiros e até fundos de investimento para lavar dinheiro.
A matéria cita a operação que desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo mais de mil postos de combustíveis e sofisticadas estruturas financeiras ligadas ao PCC, evidenciando a transição das facções para agentes econômicos adaptáveis.
Fragilidades institucionais. O avanço do crime organizado é atribuído a falhas regulatórias e institucionais, especialmente no sistema financeiro, e à falta de integração entre órgãos de controle. O déficit de servidores especializados em fiscalização e inteligência também é apontado como fator agravante.
No mercado de seguros, o crime organizado eleva custos operacionais, aumenta a frequência de indenizações e pressiona os preços dos seguros, especialmente em áreas mais expostas à criminalidade. Além disso, restringe o acesso à proteção securitária em determinadas regiões, aprofundando desigualdades.
Especialistas afirmam que não existe solução simples para o problema. O enfrentamento exige políticas públicas permanentes, integração institucional, fortalecimento dos órgãos de controle e, principalmente, combate ao fluxo financeiro das facções. O texto acrescenta que o crime organizado já é visto como ameaça à soberania do Estado, à democracia e aos direitos fundamentais, exigindo respostas que vão além da repressão policial e envolvem o fortalecimento do Estado e da regulação econômica.
A matéria de capa evidencia que o crime organizado no Brasil atingiu um grau de sofisticação e capilaridade que impacta diretamente o desenvolvimento econômico e social do país. O enfrentamento desse fenômeno demanda ações estruturais, integração institucional e políticas de longo prazo, sob risco de consolidação de um poder paralelo cada vez mais sofisticado e influente.
Confira a íntegra da reportagem no site da CNseg:
https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-937
Fonte: Notícias do Seguro








