Aumento de eventos, fan fests e ações corporativas durante o Mundial amplia a exposição a riscos e cria oportunidades para corretores oferecerem soluções de Responsabilidade Civil a empresas.
A movimentação gerada pela Copa do Mundo de 2026 vai muito além das quatro linhas. O aumento de eventos corporativos, transmissões em bares e restaurantes, fan fests e ações promocionais aquece o comércio brasileiro e eleva a exposição de empresas a acidentes, danos materiais e reclamações de terceiros. Nesse cenário, o Seguro de Responsabilidade Civil (RC) ganha protagonismo como ferramenta de proteção financeira e abre novas oportunidades para a atuação consultiva dos corretores.
Para Dorival Alves de Sousa, vice-presidente de Representação da Fenacor, a Copa representa um ciclo de consumo e mobilidade que exige preparação do mercado de seguros. “Bares, restaurantes, hotéis, turismo e ativações corporativas geram demandas pontuais e riscos específicos. O corretor de seguros surge como peça-chave para transformar essa demanda em proteção adequada, mitigar perdas e gerar receita para o setor”, afirma.
Entre as coberturas mais importantes para esse período estão o Seguro de Responsabilidade Civil para estabelecimentos comerciais e o RC Eventos. Segundo Dorival, essas apólices protegem empresas contra danos causados a terceiros durante aglomerações, acidentes, tumultos e outras ocorrências que possam gerar responsabilidade legal ao organizador ou proprietário do estabelecimento.
Além da Responsabilidade Civil, o especialista destaca que empresas podem reforçar sua proteção com coberturas complementares, como seguro patrimonial contra incêndio e roubo, proteção para equipamentos eletrônicos utilizados nas transmissões, cobertura para interrupção das atividades em caso de cancelamentos ou interdições e seguros voltados a viagens corporativas de colaboradores envolvidos em ações promocionais e eventos.
De acordo com Dorival, períodos de grande movimentação elevam tanto a frequência quanto a gravidade dos sinistros. “Mais público significa maior exposição a responsabilidades legais e financeiras. Uma apólice adequada protege o caixa da empresa, reduz impactos reputacionais e contribui para a continuidade do negócio, especialmente quando há um atendimento rápido ao sinistro.”
O especialista ressalta que o momento também representa uma oportunidade estratégica para os corretores ampliarem sua atuação no segmento empresarial. Em vez de oferecer apenas uma nova apólice, o profissional pode revisar contratos já existentes, identificar lacunas de cobertura e propor atualizações por meio de endossos ou produtos complementares.
“O período é propício para revisar seguros empresariais, patrimoniais, de responsabilidade civil, vida em grupo e saúde corporativa, além de identificar defasagens nas importâncias seguradas e necessidades de novas coberturas. É uma excelente oportunidade de cross-selling e de consolidação da carteira do cliente”, explica.
Para conquistar novos negócios, Dorival recomenda uma atuação mais próxima dos empresários locais. Parcerias com sindicatos de bares e restaurantes, redes hoteleiras, organizadores de eventos e fornecedores de infraestrutura, além de campanhas digitais direcionadas, facilitam a aproximação com estabelecimentos que recebem aumento significativo de público durante a competição.
Na avaliação do especialista, a Copa de 2026 representa uma oportunidade para que os corretores reforcem seu papel consultivo, antecipem riscos e ofereçam soluções capazes de proteger empresas justamente em um dos períodos de maior movimentação econômica do calendário. Mais do que vender uma apólice, o desafio é ajudar empresários a manter suas operações protegidas diante do aumento da circulação de pessoas e da exposição a responsabilidades decorrentes dos eventos promovidos durante o Mundial.
Fonte: CQCS








