O aumento dos golpes bancários e das fraudes digitais no Brasil tem intensificado a demanda por soluções de proteção financeira e segurança no ambiente online. Em um cenário marcado por ocorrências envolvendo Pix, falsas centrais telefônicas, clonagem de aplicativos e engenharia social, consumidores têm buscado mais mecanismos de proteção contra prejuízos financeiros e transtornos emocionais. Nesse contexto, o Seguro Proteção Digital da Bradesco Seguros vem ganhando relevância como uma alternativa de mitigação de riscos cibernéticos.
De acordo com Eduardo Menezes, superintendente sênior de Ramos Elementares da companhia, a procura pelo produto tem crescido de forma consistente acompanhando a expansão das transações digitais no país. “O avanço das transações eletrônicas e a maior preocupação com a segurança em ambientes digitais têm impulsionado um crescimento consistente na procura pelo Seguro Proteção Digital. Em 2025, o produto registrou aumento de 57% em novas vendas e alta de 22% no faturamento”, afirma o executivo.
Segundo Menezes, o crescimento está diretamente ligado à popularização do Pix e à percepção de maior vulnerabilidade dos usuários no ambiente digital. Apesar da alta demanda, ele destaca que é importante alinhar expectativas sobre o funcionamento da cobertura. “O Seguro Proteção Digital não ampara golpes financeiros de forma genérica ou fraudes por engenharia social. A proteção é restrita a prejuízos causados por transações indevidas feitas por terceiros via aplicativo após perda, furto ou roubo do celular, ou mediante coação”, explica.
Entre as situações cobertas estão transferências via Pix e TED, pagamentos de boletos e recargas de telefonia realizadas indevidamente, com limites que variam de R$ 10 mil a R$ 40 mil, dependendo do perfil do segurado. Além da indenização financeira, o produto também inclui serviços de assistência voltados à segurança digital.
Para o executivo, esse suporte tem papel essencial na resposta às fraudes. “A assistência tem um papel central porque muitas vezes o cliente enfrenta insegurança, dúvidas técnicas e dificuldade para reagir rapidamente. Oferecemos proteção contra vírus e malwares, otimizadores de bateria, armazenamento em nuvem e acesso a técnicos especializados”, destaca Menezes.
O objetivo, segundo ele, é reforçar a prevenção em um ambiente onde os crimes cibernéticos evoluem constantemente e exigem maior conscientização dos usuários. Para o mercado, a tendência é de expansão contínua desse tipo de solução, acompanhando o avanço da digitalização financeira no Brasil.
Menezes avalia que isso também abre novas oportunidades para os corretores de seguros. “A proteção digital tende a ganhar relevância porque o cliente está cada vez mais conectado e exposto a riscos. O seguro passa a ser visto como instrumento de apoio no dia a dia”, afirma.
Ele acrescenta que o corretor assume um papel ainda mais estratégico nesse cenário. “O corretor passa a atuar também como um orientador sobre prevenção e boas práticas digitais, aproximando ainda mais os seguros da rotina do consumidor”, conclui.
Fonte: CQCS








