- A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma aliada importante no enfrentamento da crise climática, ampliando a capacidade de prever eventos extremos e otimizar o uso de recursos.
- Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da infraestrutura digital que sustenta esses sistemas tem elevado o consumo de energia e as emissões de carbono das chamadas big techs.
- Relatórios recentes, como o Greening Digital Companies 2025, da União Internacional de Telecomunicações (UIT) em parceria com a World Benchmarking Alliance (WBA), apontam aumento significativo no consumo energético de data centers que alimentam soluções de IA, além de crescimento expressivo nas emissões operacionais de grandes empresas do setor. Projeções indicam que, até 2030, o impacto climático dos data centers pode se multiplicar de forma relevante.
Embora haja avanços – como ampliação de metas de carbono, maior uso de fontes renováveis e compromissos de neutralidade climática -, especialistas alertam para a urgência de acelerar a transição energética e fortalecer a transparência nos relatórios ambientais. No Brasil, onde a matriz energética é majoritariamente renovável, o debate também ganha relevância com a expansão dos centros de dados e o avanço da regulamentação do mercado de carbono.
O tema envolve uma dualidade: a IA pode tanto intensificar a pressão ambiental quanto contribuir para soluções de eficiência e mitigação de riscos climáticos – um debate estratégico para diversos setores da economia, incluindo o segurador.
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Fonte: Notícias do Seguro







