Em um país de altos custos e insegurança no transporte de cargas, o seguro deixa de ser acessório e passa a ser decisivo para a sobrevivência de transportadoras e e-commerces.
Há um mês a gigante global em logística, FedEx, anunciou o fim de suas operações domésticas no Brasil, e a decisão, por mais que estratégica, revela um mercado logístico com diversas vulnerabilidades, onde o seguro, tem oportunidade de se destacar.
Em entrevista ao CQCS, Rogério Bruch, Diretor Comercial da Fetransporte, pontuou a motivação da FedEx não só pela logística, mas também como um ajuste: “A decisão pode ser vista como um reflexo das dificuldades estruturais do setor logístico brasileiro, mas também pode ser interpretada como uma estratégia de ajuste de portfólio da empresa no mundo inteiro, não somente para operação no Brasil” disse.
As dificuldades estruturais em questão, refletidas por Bruch são os riscos de roubo e vandalismo, avarias e interrupções operacionais. Essas questões, apesar de custosas ao PME, acabam sendo subestimadas na hora de buscar um seguro.
O Seguro como ferramenta no Brasil
Em 2025 no Rio de Janeiro, 319 ocorrências geraram aumento de 99% dos roubos de carga em comparação a 160 registros em 2024, segundo a NSTECH, empresa especializada em soluções para supply chain. O que em 2026 pode ser combatido com a evolução dos seguros e a valorização dos corretores.
Sob essa perspectiva, Rogério cruzou a realidade do setor logístico com a necessidade do mercado: “Companhias como Porto Seguro, Tokio Marine, Allianz, Mapfre, Zurich, HDI, Sompo e AXA, devem adaptar seus produtos e critérios a um ambiente de alto risco.” enfatizou.
O ponto principal da mudança, segundo Bruch, é a avaliação contínua das condições de risco e precificação baseada em dados atualizados em rota, tipo de mercadoria, gerenciamento de risco e outros fatores que influenciam na subscrição de riscos.
O atrativo para as PME’s em investir se estabelece com o desenvolvimento de coberturas específicas que atendam à realidade do transporte de cargas brasileiro, adequadas a cada risco específico por tipo de mercadoria e região que esta mercadoria irá circular.
A FedEx reacende esse assunto pois abre oportunidades: “Embora existam desafios significativos, decisões estratégicas também desempenham um papel crucial na operação das empresas no Brasil, isto pode ter levado a decisão de desativar suas atividades, lembrando apenas que esta decisão, trouxe grandes oportunidades para o mercado de seguro de transporte de cargas no Brasil e seus respectivos players, seguradoras e corretores.” salientou Rogério.
A presença do corretor que entende as estradas do Brasil
Para Rogério, os corretores de seguros especializados em transporte e que atuam na orientação e construção de soluções adequadas para transportadoras, e-commerces e PMEs precisam considerar:
A complexidade dos riscos logísticos e a necessidade de personalização das apólices. O papel educacional na conscientização dos clientes sobre os riscos , gerenciamento de riscos (rastreamento e monitoramento ) e a importância de coberturas adequadas.
Entre os erros mais comuns na contratação de seguros logísticos pelas pequenas e médias empresas (PME’s), de acordo com Bruch, é “A subadequação das coberturas, onde as PMEs optam por apólices com limites de cobertura insuficientes”. Para ele “A falta de análise detalhada de riscos e a escolha de produtos baseados apenas nos preço e taxas, sem considerar as necessidades específicas, como as coberturas adicionais, também são comuns”.
Para evitar esses erros, é fundamental um diagnóstico preciso das operações e uma consultoria adequada, este é o papel do corretor de seguros especializado em cargas. O segredo em evitar esses erros está no papel do corretor de seguros especializado em cargas, que tem um diagnóstico preciso das operações e uma consultoria adequada.
Ao corretor, o setor logístico está passando por melhorias em 2026, e requer a atenção de todas as partes quando o assunto é segurança na apólice.
Fonte: CQCS






