O seguro de vida no Brasil foi o principal vetor de expansão do segmento de seguros de pessoas entre janeiro e novembro de 2025, período em que o setor arrecadou R$ 71,9 bilhões em prêmios. O avanço de 8,3% na comparação anual confirma o peso crescente desse tipo de proteção no orçamento das famílias. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostram que os produtos de vida responderam por 48% de toda a arrecadação do segmento. A participação reflete tanto contratos individuais quanto apólices coletivas, muito difundidas no ambiente corporativo.
Além do volume, o desempenho chama atenção pela constância. O crescimento dos prêmios em vida individual chegou a 13,6%, enquanto o vida em grupo avançou 10,4%. O resultado indica uma base de contratação mais ampla, sustentada por diferentes perfis de renda e vínculo empregatício.
Expansão do mercado
O avanço do seguro de vida Brasil ocorreu em paralelo à expansão do seguro prestamista, que concentrou 28% dos prêmios arrecadados no período. Essa modalidade, ligada a operações de crédito, garante o pagamento de dívidas em casos como morte ou invalidez do titular. Na prática, a combinação entre proteção pessoal e crédito reforça a função econômica dos seguros de pessoas. Enquanto o seguro de vida atua como suporte direto à renda familiar, o prestamista reduz riscos para consumidores e instituições financeiras.
Outros produtos também mantiveram participação relevante. Os seguros de acidentes pessoais representaram 12% da arrecadação total, enquanto coberturas específicas, como doenças graves, registraram a maior alta percentual nos prêmios, com avanço de 19,3% em relação a 2024.
Pagamentos de indenizações
O fortalecimento do seguro de vida no Brasil também aparece no volume de indenizações pagas. Até novembro de 2025, o setor desembolsou R$ 16,1 bilhões em sinistros, alta de 9,8% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Mais da metade desse total, 52%, correspondeu a benefícios de seguros de vida, nas modalidades individual e coletiva. O seguro prestamista respondeu por 22% dos pagamentos, seguido pelos acidentes pessoais, com 11%, e outros produtos, que somaram 15%. Entre as maiores variações, o seguro educacional teve aumento de 44,7% nas indenizações, enquanto as coberturas para doenças graves avançaram 25,3%. Esses dados indicam uso mais frequente das apólices contratadas.
Ao consolidar arrecadação e liderar os pagamentos, o seguro de vida no Brasil amplia sua relevância no planejamento financeiro das famílias. O desempenho recente sugere um mercado mais integrado à gestão de riscos pessoais e patrimoniais no país.
Fonte: Economic News








