CNseg | Gerência de Riscos: a base estratégica do mercado segurador

Em 1994, a Revista de Seguros já antecipava um movimento que viria a se tornar central na gestão empresarial: a gerência de riscos como instrumento de competitividade, eficiência operacional e sustentabilidade dos negócios. O tema deixava de ocupar um espaço exclusivamente técnico e passava a integrar a agenda estratégica das lideranças.

Panorama da gestão de riscos

O primeiro Congresso da Associação Latino-Americana de Administradores de Riscos e Seguros (Alaris), realizado em Cancún, consolidou essa mudança de mentalidade. Ao reunir representantes de 20 países, o evento demonstrou que a gestão estruturada de riscos já era reconhecida, na América Latina, como fator decisivo para o desempenho corporativo.

Brasil no início da gestão de riscos

Naquele contexto, o Brasil ainda dava seus primeiros passos. Conforme destacou Moacyr Inocente, então presidente da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), países como o México apresentavam maior maturidade no tema, enquanto o mercado brasileiro começava a incorporar a gestão de riscos como prática gerencial e não apenas como exigência operacional.

Abertura de mercado do setor segurador

A desregulamentação do mercado e a ampliação da concorrência aceleraram a evolução do setor. A lógica de tarifação passou a considerar a qualidade do risco, estimulando empresas a investir em prevenção, governança e compartilhamento estratégico de informações com seguradoras.

Prevenção de riscos: redução de custos

A gerência de riscos consolidou-se como uma ferramenta de geração de valor. Ao reduzir a exposição a perdas, as empresas não apenas diminuíam o custo do seguro, mas também aprimoravam seus processos, fortaleciam sua resiliência e ganhavam eficiência operacional, elementos essenciais para decisões de longo prazo.

O legado do mercado segurador

Três décadas depois, a análise feita em 1994 se confirma. A gerência de riscos deixou de ser acessória para se tornar parte integrante da estratégia corporativa, conectando prevenção, produtividade e sustentabilidade, um aprendizado que permanece central para CEOs e lideranças que pensam o futuro dos negócios.


Fonte: CNseg