Entidades do agronegócio e o setor segurador trabalham para tentar reverter, no Congresso Nacional, o veto do presidente Lula ao dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 que blindava os recursos do seguro rural. A decisão retirou a proteção que impedia cortes, bloqueios e condicionamentos nas despesas de subvenção ao prêmio.
Responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto nacional, o agronegócio brasileiro vive um paradoxo: enquanto a área plantada avançou para 97 milhões de hectares, apenas cerca de 3% desse total conta hoje com cobertura de seguro rural, sendo o menor índice da série histórica, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras.
No Brasil, a instabilidade orçamentária e a imprevisibilidade de recursos mantêm a subvenção em torno de R$ 1 bilhão por ano, quando estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil indicam a necessidade mínima de R$ 4 bilhões para atender adequadamente à demanda nacional.
Entre janeiro e outubro de 2025, o seguro rural registrou queda de 9,3% na arrecadação, totalizando R$ 11,1 bilhões, e retração de 3,9% nas indenizações, que somaram R$ 3,6 bilhões. Na avaliação do presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais, Glaucio Toyama, o veto à LDO aprofunda um quadro que já vinha se deteriorando ao longo dos últimos cinco anos em termos de orçamento destinado ao seguro rural.
Segundo o dirigente, sem uma política de seguro rural robusta e estável, o país entra em um ciclo vicioso: o produtor quebra, o poder público é forçado a criar programas emergenciais de renegociação de dívidas, aumenta-se a pressão sobre o orçamento e, no longo prazo, cresce o desestímulo à permanência das novas gerações no campo.
“Recompor as verbas do PSR e fortalecer o seguro rural é condição básica para garantir renda, crédito e continuidade da produção. A agenda de 2026 passa, necessariamente, pela derrubada do veto presidencial no Congresso Nacional”, concluiu Toyama.
Números do mercado segurador
De janeiro a novembro de 2025, o setor de seguros movimentou R$ 376,17 bilhões, valor 4,67% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, quando foram apurados R$ 394,59 bilhões. Indenizações, resgates, benefícios e sorteios somaram R$ 243,01 bilhões nos onze primeiros meses de 2025, um aumento de 9,68% frente ao mesmo período do ano anterior. Os dados constam no Boletim Mensal da Susep.
Dica de segurança
A revisão do carro antes da viagem é tão importante quanto planejar o destino. Isso evita problemas que possam prejudicar a viagem e podem ser evitados com uma rápida passagem na oficina de preferência. A revisão garante a segurança do condutor e de terceiros na rodovia, além de preservar as condições do carro.
Fonte: FenSeg








