Setor segurador devolve R$ 227,7 bilhões à sociedade e mantém resiliência em cenário econômico desafiador

Setor segurador brasileiro manteve seu papel central na proteção financeira de famílias e empresas ao longo de 2025.

 

O setor segurador brasileiro manteve seu papel central na proteção financeira de famílias e empresas ao longo de 2025, mesmo em um ambiente econômico marcado por incertezas. De acordo com a Conjuntura CNseg nº 129, o setor pagou R$ 227,7 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios entre janeiro e outubro de 2025 (exceto Saúde Suplementar), valor 9,9% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

 

Somente em outubro, os pagamentos somaram R$ 23,5 bilhões, com crescimento de 11,8% na comparação anual, evidenciando a capacidade do setor de mitigar perdas, preservar renda e apoiar a continuidade das atividades econômicas.

 

Apesar do impacto negativo observado nos planos de Previdência Aberta, que influenciaram o desempenho agregado da arrecadação, os demais segmentos do mercado segurador seguiram em trajetória de expansão. Os seguros de Danos e Responsabilidades cresceram 6,9%, totalizando R$ 119,0 bilhões em prêmios até outubro, refletindo a maior demanda por proteção ao patrimônio e às atividades produtivas. Já os seguros de Pessoas avançaram 8,6%, com arrecadação superior a R$ 65,5 bilhões, enquanto a Capitalização registrou alta de 8,8%, alcançando R$ 28,7 bilhões no acumulado do ano.

 

A publicação também chama atenção para o comportamento dos planos de Previdência Aberta, cujas contribuições recuaram 18,6% no acumulado de 2025 até outubro, ao mesmo tempo em que os pagamentos de benefícios e resgates cresceram 15,9%. Como resultado, a captação líquida do segmento foi de R$ 3,6 bilhões, uma retração significativa em relação a 2024, influenciada, entre outros fatores, pela incidência de IOF sobre aportes elevados em planos VGBL.

 

No campo macroeconômico, a Conjuntura CNseg analisa os efeitos da aproximação do ciclo eleitoral de 2026 sobre a economia brasileira, destacando o aumento da volatilidade de ativos financeiros, da dispersão das expectativas de inflação e da reprecificação do risco soberano. Esse cenário reforça a importância de uma gestão prudente de ativos e passivos pelas seguradoras, especialmente em segmentos de longo prazo, como Vida, Previdência e Capitalização.

 

Mesmo diante desse contexto, a publicação ressalta a resiliência do setor segurador, que segue operando como uma rede sólida de proteção financeira. Ao combinar pagamento de indenizações, formação de reservas e oferta de produtos de proteção e assistência, o setor contribui para a estabilidade das famílias, das empresas e da economia brasileira.

Fonte: JRS Portal