Global Insurance Outlook 2026 indica que pressão sobre margens, avanço dos riscos climáticos e novas expectativas dos consumidores exigirão sistemas mais modernos, inteligência artificial em escala e modelos de negócio orientados à prevenção
- A indústria global de seguros está, em 2026, diante de uma combinação de crescimento mais lento, aumento dos custos de sinistros, eventos climáticos mais severos, mudanças regulatórias e consumidores que esperam experiências mais simples, rápidas e personalizadas.
- O cenário é apresentado no estudo 2026 Global Insurance Outlook, da Deloitte, segundo o qual modernização tecnológica, inteligência artificial, alianças estratégicas e centralidade no cliente serão determinantes para que seguradoras preservem competitividade e resiliência. O relatório sustenta que ajustes incrementais podem não ser suficientes: modelos operacionais, sistemas, produtos, canais de distribuição e formas de relacionamento precisam ser revistos de maneira mais profunda.
- No Brasil, essa transformação se conecta a uma agenda própria, marcada pelo desenvolvimento do Open Insurance, pela expansão do Sistema de Registro de Operações (SRO), pela transição da Reforma Tributária e pelo avanço da regulação de sustentabilidade. O país também é mencionado pela Deloitte como exemplo de ambiente regulatório capaz de estimular compartilhamento de dados, integrações por interfaces de programação e novas formas de distribuição digital.
O que o Global Insurance Outlook 2026 aponta para o setor?
O estudo descreve uma indústria pressionada por volatilidade econômica e geopolítica, aumento da frequência e da gravidade das catástrofes, transformação dos canais de distribuição, consolidação de intermediários e mudanças nas expectativas dos consumidores.
Para a Deloitte, manter as operações como estão pode não ser suficiente. As seguradoras precisarão reconsiderar como trabalham, distribuem produtos, interagem com parceiros e entregam valor aos clientes.
A modernização deixa, portanto, de ser tratada como projeto exclusivamente tecnológico. Ela passa a envolver cinco dimensões interdependentes:
- infraestrutura e sistemas centrais;
- qualidade e integração dos dados;
- inteligência artificial;
- capacitação da força de trabalho;
- redes de parceiros e novos canais de distribuição.
O desafio é avançar nessas frentes sem ampliar vulnerabilidades cibernéticas, inconsistências de dados ou riscos regulatórios.
Por que as margens das seguradoras estão sob pressão?
As seguradoras patrimoniais e de responsabilidade enfrentam crescimento mais lento dos prêmios ao mesmo tempo que aumentam os custos de reparação, construção, mão de obra e indenizações.
Nos gráficos apresentados pela Deloitte, o crescimento global dos prêmios de seguros patrimoniais e de responsabilidade — conhecidos internacionalmente como property and casualty — recua de aproximadamente 4,7%, em 2024, para cerca de 2,3%, em 2026. Em Vida e Anuidades, a desaceleração projetada vai de aproximadamente 6,1% para 2,4% no mesmo intervalo.
A perda de velocidade não significa retração generalizada, mas reduz a margem disponível para absorver aumentos de custos e oscilações inesperadas.
A Deloitte identifica entre os fatores de pressão:
- maior competição;
- perda de força dos reajustes de preços;
- interrupções em cadeias de suprimentos;
- escassez de mão de obra;
- elevação dos custos de materiais e reparos;
- crescimento das perdas climáticas;
- endurecimento das condições de resseguro;
- expansão dos riscos jurídicos e da chamada inflação social.
As catástrofes naturais afetam tanto carteiras pessoais quanto empresariais e tornam mais cara a transferência de riscos para o resseguro. O relatório cita uma lacuna global de proteção de US$ 183 bilhões, correspondente à parcela de perdas econômicas que permanece sem cobertura securitária.
O setor precisará rever seus modelos de negócio?
Sim. O relatório indica que a resposta à pressão sobre margens não deve se limitar a cortes de despesas ou reajustes de preços.
As seguradoras precisam ampliar a eficiência, buscar receitas complementares e desenvolver serviços capazes de prevenir ou reduzir perdas antes que elas aconteçam.
Entre as possibilidades aparecem:
- parcerias com empresas de tecnologia;
- serviços de gestão e prevenção de riscos;
- monitoramento por sensores;
- análises geoespaciais;
- imagens de satélite;
- inspeções por drones;
- integração com ecossistemas de mobilidade, saúde, varejo e serviços financeiros;
- transferência de riscos ao mercado de capitais por títulos de catástrofe e outros instrumentos.
A Deloitte estima que as receitas globais provenientes de serviços de gestão de riscos cobrados separadamente podem chegar a US$ 49,5 bilhões em 2030. O movimento mostra uma passagem gradual do modelo baseado apenas em “prever e indenizar” para outro que também busca “prever e prevenir”.
Como a inteligência artificial pode transformar os seguros?
A inteligência artificial aparece no estudo como um dos principais vetores de ganho de produtividade, redução de perdas e melhoria da experiência dos clientes.
Entre as aplicações destacadas estão:
- detecção de fraudes;
- análise e priorização de propostas;
- apoio à subscrição;
- triagem de sinistros;
- atendimento ao cliente;
- personalização de produtos e ofertas;
- análise de documentos;
- monitoramento de riscos em tempo real;
- modelagem atuarial.
Na prevenção de fraudes, a Deloitte estima que seguradoras patrimoniais e de responsabilidade poderiam economizar até US$ 160 bilhões até 2032 com ferramentas de análise em tempo real baseadas em inteligência artificial. Esses sistemas podem identificar anomalias, cruzar diferentes fontes de informação e analisar textos, imagens, áudios e outros formatos de dados ao longo do ciclo do sinistro.
A tendência mais recente é a adoção de agentes de IA capazes de organizar informações, priorizar casos e apoiar fluxos completos de trabalho. Em subscrição, por exemplo, assistentes podem receber propostas, extrair dados, identificar documentos ausentes e selecionar os casos que exigem análise humana mais detalhada.
Por que a IA depende de dados e sistemas modernos?
A inteligência artificial não corrige automaticamente bases fragmentadas, duplicadas ou desatualizadas. Ao contrário, pode ampliar erros quando recebe dados inconsistentes.
Por isso, a Deloitte afirma que o sucesso da IA depende de três fundamentos:
- qualidade e padronização dos dados;
- modernização da arquitetura tecnológica;
- segurança e governança.
Muitas seguradoras ainda operam com sistemas centrais antigos, desenvolvidos para produtos e jornadas que foram alterados ao longo de décadas. Esses ambientes dificultam a criação de uma visão única do cliente, o processamento em tempo real e a integração com aplicações mais recentes.
O relatório recomenda atenção a integração de dados, gestão de informações mestres, arquitetura adaptável, computação em nuvem e escolha criteriosa de parceiros tecnológicos.
Em mercados com legados relevantes, como o brasileiro, a questão deixa de ser apenas “qual ferramenta de IA contratar” e passa a ser “quais fundamentos precisam ser corrigidos para que a IA possa funcionar com segurança e escala”.
Adotar IA é suficiente para transformar uma seguradora?
Não. A Deloitte ressalta que a transformação depende da colaboração entre pessoas e inteligência artificial.
Automatizar tarefas sem redesenhar os processos pode apenas acelerar fluxos ineficientes. Para capturar valor, as seguradoras precisam rever:
- como o trabalho é distribuído;
- quais decisões permanecem humanas;
- como os resultados da IA serão conferidos;
- quais competências os profissionais precisarão desenvolver;
- como experiência técnica acumulada será preservada;
- quais responsabilidades devem ser atribuídas a pessoas, sistemas e fornecedores.
Segundo pesquisa de capital humano citada pela Deloitte, 90% dos executivos de seguros consultados reconhecem a urgência de reformular a proposta de valor ao empregado para refletir a colaboração entre pessoas e máquinas, mas apenas 25% relatam ações concretas para elevar as capacidades humanas.
A diferença mostra que o gargalo não está apenas na tecnologia. Também envolve cultura, capacitação, governança e organização do trabalho.
O que muda para o cliente de seguros?
O consumidor passa a esperar mais do que o pagamento de uma indenização. Rapidez, conveniência, transparência, personalização e integração entre canais tornam-se parte do valor percebido.
Nos seguros patrimoniais, o cliente espera jornadas digitais simples, acompanhamento do sinistro e respostas rápidas. Em Vida e Previdência, decisões mais complexas ainda dependem de confiança, explicações claras e orientação humana.
A Deloitte propõe uma combinação entre eficiência tecnológica e empatia. Em vez de transferir todos os contatos para canais digitais, as seguradoras devem identificar qual meio — digital, humano ou híbrido — é mais adequado à intenção, ao comportamento e ao risco de cada cliente.
Essa abordagem é chamada de right channeling: o direcionamento do consumidor ao canal mais eficiente para resolver sua necessidade, mantendo consistência entre todos os pontos de contato.
Qual é o papel das parcerias estratégicas?
Poucas seguradoras conseguirão desenvolver internamente todas as tecnologias, capacidades e serviços necessários ao novo ambiente.
Por isso, parcerias com empresas de tecnologia, instituições financeiras, varejistas, plataformas digitais, prestadores de saúde, organizações de mobilidade e especialistas em prevenção ganham relevância.
Essas alianças podem apoiar:
- lançamento mais rápido de produtos;
- ampliação da distribuição;
- análise comportamental;
- prevenção de perdas;
- atendimento especializado;
- acesso a públicos pouco protegidos;
- criação de serviços complementares.
Nos mercados com lacunas de proteção elevadas, parcerias com empresas de telecomunicações, varejo e plataformas digitais podem tornar seguros mais acessíveis e relevantes para consumidores que hoje permanecem fora do mercado.
Como o Open Insurance pode influenciar o mercado brasileiro?
O Open Insurance, também chamado de Sistema de Seguros Aberto, permite que consumidores autorizem o compartilhamento de dados sobre seguros, previdência complementar aberta e capitalização entre instituições participantes.
O objetivo é padronizar a integração de dados e serviços com segurança, privacidade e consentimento do consumidor.
A Deloitte destaca o modelo brasileiro como ambiente capaz de estimular:
- ofertas mais personalizadas;
- aumento da concorrência;
- integração por APIs;
- desenvolvimento de novos canais;
- colaboração entre seguradoras e insurtechs;
- maior participação do seguro em ecossistemas digitais.
Em março de 2026, a Susep abriu uma tomada de subsídios para avaliar e aperfeiçoar aspectos estruturais, operacionais e regulatórios do Open Insurance, demonstrando que o sistema continua em evolução.
A oportunidade, para o mercado, é usar o compartilhamento autorizado para compreender melhor o consumidor e reduzir fricções. O desafio é garantir governança, segurança, transparência e utilidade real, evitando que a abertura de dados produza apenas novas camadas de complexidade.
O que o Sistema de Registro de Operações muda?
O Sistema de Registro de Operações capta dados granulares das operações supervisionadas e fornece à Susep instrumentos para explorar essas informações.
As empresas enviam registros a entidades autorizadas, que validam, armazenam e disponibilizam os dados em uma plataforma integrada. A Susep utiliza essas informações para supervisão, monitoramento e prestação de serviços à sociedade.
Em março de 2026, entrou em produção a terceira versão do SRO, com reorganização dos campos, regras mais claras de preenchimento e melhorias na frequência de envio. A atualização ampliou a capacidade de acompanhamento do mercado e preparou o sistema para novos requisitos regulatórios.
Entre os serviços já apoiados pela infraestrutura está a Consulta de Seguros, que permite ao cidadão verificar apólices vigentes registradas em seu CPF.
O SRO amplia a capacidade de supervisão baseada em dados e cria condições para que políticas públicas, serviços ao consumidor e análises de mercado sejam construídos sobre informações mais detalhadas.
Seguros embutidos e microsseguros devem avançar?
A transformação dos canais de distribuição favorece modelos nos quais o seguro aparece integrado à compra de outro produto ou serviço.
O chamado embedded insurance pode ser oferecido, por exemplo, dentro de jornadas de:
- comércio eletrônico;
- mobilidade;
- viagens;
- crédito;
- aluguel;
- telefonia;
- serviços de assinatura;
- plataformas profissionais.
A vantagem é reduzir etapas de contratação e oferecer proteção no momento em que o risco surge. O cuidado necessário é garantir que o consumidor entenda que está contratando um seguro, quais são as coberturas e quanto está pagando.
Os microsseguros também podem ampliar o acesso quando combinam preços mais baixos, coberturas essenciais, linguagem clara e canais acessíveis. A expansão sustentável desses modelos dependerá menos de simplesmente simplificar o produto e mais de assegurar que ele responda a necessidades reais.
Por que a sustentabilidade se torna estratégica?
A sustentabilidade passa ao centro da estratégia porque riscos ambientais, sociais e climáticos afetam simultaneamente subscrição, investimentos, solvência, reputação e acesso ao seguro.
A maior frequência de enchentes, secas, tempestades e incêndios modifica:
- probabilidade de sinistros;
- severidade das perdas;
- preço das coberturas;
- disponibilidade de capacidade;
- condições de resseguro;
- valor dos ativos;
- comportamento dos consumidores.
O relatório da Deloitte mostra que seguradoras já utilizam sensores, drones, imagens de satélite, análise geoespacial e inteligência artificial para prever e reduzir perdas. A prevenção deixa de ser apenas orientação ao cliente e passa a integrar o modelo econômico do seguro.
A iniciativa Princípios para Seguros Sustentáveis, da UNEP FI, reúne o mercado global em torno da identificação, prevenção e redução de riscos ambientais, sociais e de governança. O programa também desenvolve metodologias para avaliar e divulgar riscos climáticos em carteiras de subscrição e investimento.
Qual é a posição do Brasil na agenda climática dos seguros?
O Brasil foi o primeiro mercado segurador a assumir formalmente um compromisso coletivo com a transparência dos riscos climáticos, por meio de declaração apoiada pela CNseg, pela Susep e por empresas do setor em 2018.
Mais recentemente, a CNseg participou, com a UNEP FI, a NINT e 21 seguradoras, de um projeto para avaliar riscos climáticos de forma integrada e apoiar o cumprimento dos requisitos da Circular Susep nº 666.
A Circular nº 666, publicada em 2022, estabeleceu requisitos de sustentabilidade para seguradoras, entidades de previdência complementar aberta, sociedades de capitalização e resseguradores locais. A norma incorporou riscos ambientais, sociais e climáticos à estrutura de gestão e governança das empresas supervisionadas.
Em 2024, a Resolução CNSP nº 473 criou critérios para classificar planos de seguros e previdência complementar aberta como sustentáveis, aumentando a transparência e dando base regulatória aos chamados seguros e planos verdes.
O que são seguros verdes?
Seguros verdes são produtos cuja cobertura, público, ativos protegidos ou mecanismos de incentivo estão relacionados a objetivos ambientais e climáticos definidos.
Eles podem envolver, entre outras possibilidades:
- veículos elétricos e híbridos;
- energia renovável;
- edificações sustentáveis;
- atividades agrícolas de menor impacto;
- recuperação ambiental;
- projetos de transição energética;
- tecnologias de adaptação climática;
- proteção de ecossistemas.
A classificação exige critérios objetivos. Não basta atribuir uma denominação ambiental a um produto convencional. A regulação busca reduzir ambiguidades e impedir que benefícios sustentáveis sejam apresentados sem base verificável.
A sustentabilidade também alcança a subscrição tradicional. Mesmo produtos não classificados como verdes precisam considerar a exposição a riscos físicos, de transição e jurídicos associados às mudanças climáticas.
Como a Reforma Tributária afeta as seguradoras?
A Reforma Tributária brasileira inicia em 2026 um período de transição que se estenderá até 2032. Durante essa etapa, as organizações precisarão conviver com o sistema atual e com os novos tributos sobre o consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Para as seguradoras, a mudança exige integração entre áreas tributária, financeira, contábil, atuarial, operacional e tecnológica.
Os impactos não se limitam ao cálculo dos tributos. A transição pode exigir adaptações em:
- emissão de documentos;
- faturamento;
- precificação;
- comissionamento;
- compras;
- contratos;
- relatórios;
- sistemas centrais;
- governança de dados.
A Deloitte destaca que a convivência entre os dois sistemas aumenta temporariamente a complexidade operacional e exige mudanças em processos, tecnologia e compliance.
Esse cenário reforça uma das mensagens centrais do Global Insurance Outlook 2026: sistemas flexíveis e dados confiáveis não são apenas instrumentos de eficiência. São condições para responder com rapidez a mudanças regulatórias e tributárias.
Quais são os pilares estratégicos dos seguros em 2026?
A análise da Deloitte pode ser sintetizada em seis prioridades:
- Modernizar sistemas e dados: corrigir fragmentações, integrar bases e tornar a arquitetura mais adaptável.
- Escalar a inteligência artificial: levar casos de uso do piloto para a operação, com retorno, segurança e governança.
- Preparar a força de trabalho: redesenhar processos para colaboração entre pessoas e máquinas.
- Criar alianças estratégicas: ampliar capacidades, canais e serviços por meio de parceiros.
- Reforçar prevenção e sustentabilidade: antecipar riscos, reduzir perdas e incorporar fatores climáticos às decisões.
- Reorganizar a experiência do cliente: combinar conveniência digital, personalização, clareza e atendimento humano.
Esses pilares são interdependentes. Uma seguradora não consegue personalizar produtos sem dados integrados, escalar IA sem arquitetura adequada ou avançar em prevenção climática sem modelagem e capacidade analítica.
O seguro caminha de um modelo reativo para outro preventivo?
A direção apontada pela Deloitte é a de um setor menos concentrado apenas no pagamento posterior ao sinistro e mais envolvido na prevenção, no monitoramento e na redução dos riscos.
Essa mudança não elimina a função indenizatória. Pagar corretamente continua sendo o compromisso central do seguro. O que se amplia é a capacidade de atuar antes e durante o risco, usando dados, serviços e parceiros para reduzir a probabilidade e a severidade das perdas.
Para o consumidor, isso pode representar alertas, orientações, monitoramento e jornadas de atendimento mais conectadas. Para empresas, pode significar consultoria, sensores, modelagem, prevenção de fraudes e acompanhamento contínuo de exposições.
No Brasil, Open Insurance, SRO, regulação de sustentabilidade e Reforma Tributária tornam essa transformação especialmente complexa. As seguradoras precisam modernizar estruturas internas ao mesmo tempo que respondem a novas regras e exploram novas possibilidades de distribuição.
O setor que chegar mais preparado a essa transição não será necessariamente aquele que adotar o maior número de ferramentas, mas o que conseguir combinar tecnologia, dados, pessoas, confiança e compreensão real das necessidades do cliente.
Fonte: Notícias do Seguro








