Apesar do crescimento do mercado de seguros em 2026, a maioria dos veículos que circulam no Brasil continua sem cobertura, impulsionando alternativas mais acessíveis
Mesmo com o aumento das vendas de veículos novos e a recuperação do mercado automotivo, contratar um seguro ainda está longe da realidade da maior parte dos brasileiros. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), cerca de 71% da frota nacional circula sem qualquer tipo de proteção, o que significa que apenas três em cada dez veículos possuem seguro.
O principal motivo continua sendo o custo elevado das apólices. Nos últimos anos, fatores como o aumento do preço das peças, da mão de obra, da tecnologia embarcada nos veículos e da frequência de roubos e furtos contribuíram para deixar o seguro mais caro, dificultando o acesso principalmente para proprietários de carros populares e modelos mais antigos.
Em contrapartida, o mercado vem reagindo com novos formatos de proteção. Seguradoras passaram a oferecer coberturas parciais, planos personalizados e modalidades com franquias diferenciadas, enquanto associações de proteção veicular também ganharam espaço entre consumidores que buscam mensalidades menores.
Segundo especialistas, embora essas alternativas ampliem o acesso à proteção, é importante que o consumidor analise cuidadosamente as coberturas oferecidas, as exclusões do contrato e a reputação da empresa antes de fechar negócio.
Apesar da baixa penetração do seguro, o setor vive um momento positivo. O aquecimento das vendas de veículos, a expansão do crédito e o crescimento da frota de híbridos e elétricos impulsionaram o mercado de seguros automotivos em 2026, levando as seguradoras a desenvolver produtos mais flexíveis para diferentes perfis de clientes.
Ainda assim, a realidade mostra que milhões de brasileiros continuam assumindo os riscos de rodar sem cobertura. Em caso de colisão, roubo ou perda total, todos os prejuízos recaem sobre o proprietário do veículo, o que reforça a importância de buscar opções compatíveis com o orçamento, mesmo que sejam coberturas mais básicas.
Fonte: Vrum








