O Grupo de Trabalho “Política Nacional de Acesso ao Seguro”, criado pela Susep, analisou a proposta de incentivos para seguradoras que desenvolvam produtos acessíveis, sustentáveis e voltados para mulheres de baixa renda, desde que haja equilíbrio entre impacto fiscal e benefícios sociais observados.
A sugestão, feita pela Sou Segura, engloba ainda o desenvolvimento de produtos inclusivos e seguros específicos para mulheres, que garanta a proteção para demissão após licença maternidade; e apoio durante a menopausa, como terapias de suporte, além de coberturas para vítimas de violência doméstica; e planos educacionais para mulheres e suas famílias.
A entidade propôs ainda coberturas relacionadas ao cuidado de dependentes, entre as quais os seguros que desonerem mulheres das responsabilidades com crianças e idosos.
Foram propostos também seguros voltados para profissionais informais e autônomos e Microempreendedores Individuais (MEIs) e planos de previdência privada como projeto de vida, que incentivem o planejamento financeiro para a população de baixa renda.
Sobre a educação financeira voltada para mulheres, a Sou Segura defendeu a adoção de programas obrigatórios para seguradas de baixa renda, com foco em microsseguros.
Foi apresentada a proposta de criação de um Fórum de Educação Financeira, cujo objetivo seria o de reduzir barreiras econômicas e sociais por meio de educação e conscientização, com linguagem clara e acessível. Liderado pela Susep, esse programa, caso seja aprovado, pode ser integrado por diferentes entidades do setor, gerando impacto relativo à ampliação do conhecimento sobre seguros, especialmente em populações vulneráveis.
Por fim, a entidade recomendou o monitoramento sistemático dos preços de seguros, semelhante ao trabalho realizado pelo IBGE, para garantir alinhamento com a realidade econômica da população, especialmente as mulheres.
Fonte: CQCS








