A cerimônia de abertura do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro 2026, realizada nesta terça-feira (19), marcou o retorno do evento ao calendário oficial do setor e reuniu importantes lideranças dos mercados de seguros e resseguros para debater os desafios e oportunidades da indústria diante de um cenário de transformações regulatórias, riscos climáticos e avanço tecnológico. Com mais de 1000 participantes, Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras; Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros e da Lloyd’s Brasil; e Alessandro Octaviani, superintendente da Superintendência de Seguros Privados, estiveram presentes no começo da programação.
Iniciando a sessão de abertura, Rafaela afirmou que a 9ª edição marca a volta do evento ao calendário oficial do setor e enfatizou a integração entre os mercados de seguros e resseguros. “É uma demonstração clara de que ambos falamos a mesma língua quando o assunto é proteção e crescimento do país”, disse.
Para ela, existem oportunidades concretas de expandir o alcance do seguro no país através da inovação e tecnologia, oferecendo soluções mais eficientes e aderentes às necessidades da sociedade brasileira. “As recentes atualizações regulatórias abrem caminho para um novo ciclo repleto de desafios para o mercado, que busca equilíbrio, crescimento e entrega de proteção ao segurado”, compartilhou. “Nesse contexto, o Encontro de Resseguro se mostra tão oportuno. Estamos no lugar certo e na hora exata”, acrescentou a executiva.
Em concordância com Barreda, Dyogo Oliveira reafirmou que seguros e resseguros são mais fortes quando atuam juntos e, em conjunto, precisam atuar cada vez mais. “A união entre o mercado segurador e ressegurador será cada vez mais importante para realmente construirmos as soluções que esse mundo conflagrado demanda”, analisou Oliveira.
Para o presidente da CNseg, atualmente, o mercado passa por grandes desafios, que começam na questão climática e, por isso, é preciso ter capacidade, criatividade e apetite ao risco para enfrentar as adversidades. “Uma reflexão deve estar presente em nossas vidas: como vamos ocupar o potencial que existe no mercado brasileiro de seguros? Como vamos criar soluções adequadas para uma sociedade?”, observou Dyogo.
Apesar dos desafios, o presidente da CNseg também afirma enxergar enormes oportunidades. “Tenho muita confiança de que o nosso mercado tem capacidade, vontade e garra para avançar. Isso certamente nos moverá adiante e permitirá solucionar essas questões”, contou ao público presente.
Alessandro Octaviani ressaltou ainda que, sem o resseguro, o sistema de seguros tem uma perna quebrada, o que, consequentemente, impacta a economia do país. De acordo com o superintendente da Susep, o desafio é pensar em como aumentar os setores em uma contexto econômico como o do Brasil. “Precisamos ser capazes de pensar estratégias para aumentar o mercado de resseguros, ampliar o mercado de seguros e, assim, aumentar a resiliência da economia como um todo”, disse Octaviani.
Ao longo da cerimônia de abertura do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, o superintendente da Susep apresentou duas novidades: a reta final do grupo de trabalho voltado às questões climáticas e a criação de um novo grupo de trabalho que discutirá seguros catastróficos e infraestrutura. Quanto a eles, Octaviani afirma que a participação ampla é fundamental. “Democracia se faz na prática, com participação e construção coletiva”, finalizou.
Fonte: CQCS








