A Mapfre Consórcios, empresa do grupo Mapfre, anunciou uma nova modalidade que permite ao participante ampliar o valor da carta de crédito após a contemplação. O formato, disponível para consórcios de imóveis e veículos, estabelece uma separação entre o valor contratado na adesão e a possibilidade de aumento do crédito ao longo do plano.
Com a nova configuração, o consorciado pode ingressar em um grupo com carta de R$ 100 mil, por exemplo, e, sendo contemplado, optar por elevar esse valor para R$ 200 mil. Até a contemplação, as parcelas permanecem atreladas ao crédito original, o que reduz o desembolso mensal em comparação com planos estruturados diretamente sobre valores mais altos.
“O desenho permite entrar com parcela mais baixa e decidir depois se faz sentido ampliar o crédito, sem comprometer a estratégia de contemplação”, afirma Andrea Nogueira, diretora de Seguros Massificados e Consórcios da Mapfre. De acordo com ela, a separação entre as etapas de contratação e ampliação atende a um comportamento identificado entre os clientes que buscam maior previsibilidade no início do plano.
A mudança também interfere nos lances, que são utilizados para tentar antecipar a contemplação. Como as ofertas continuam sendo calculadas sobre o valor inicial da carta, o montante necessário para competir dentro do grupo é menor do que em contratos estruturados desde o início com crédito integral. Na prática, isso tende a melhorar a relação entre parcela e capacidade de antecipação para parte dos participantes.
A adesão da ampliação do crédito não é obrigatória. Caso o participante opte por não exercer a opção, o contrato segue com as condições originais. Se houver a escolha pela ampliação, as parcelas passam a refletir o novo valor da carta a partir daquele momento.
O modelo ainda muda a forma como o consórcio concorre com outras alternativas de crédito. Em um ambiente de juros ainda elevados, o setor tem registrado aumento de demanda, sobretudo nos segmentos de veículos e imóveis no Brasil.
A executiva acredita que o novo formato tende a atrair um perfil de consorciado que ainda não definiu com precisão o ticket final da compra. Também é ideal para quem prefere preservar margem no orçamento durante os primeiros meses. “Há uma incerteza maior sobre o valor do bem no momento da adesão. A estrutura permite ajustar isso mais perto da contemplação, sem assumir esse custo desde o início”, garante Andrea.
Fonte: CQCS








