Evento promovido pelo Clube Internacional de Seguros e Transportes reuniu cerca de mil profissionais do setor em Campinas
O ExpoCIST, evento promovido pelo Clube Internacional de Seguros e Transportes, reuniu cerca de mil corretores e profissionais do mercado de seguros e transportes em Campinas. O encontro contou com o apoio do Grupo HDI, das marcas HDI Seguros e Yelum, patrocinador ouro da iniciativa.
Durante a programação, Marcos Siqueira, diretor de Transporte e Equipamentos do Grupo HDI, participou do painel de abertura “Seguro de Transportes 360º”, no qual abordou o momento de adaptação do mercado às novas exigências regulatórias.
Segundo o executivo, o setor atravessa um período de homologação e orientação para que empresas e transportadores se adequem às mudanças previstas na legislação.
“O que estamos vivendo é um período de homologação em que a federação se adapta às novas exigências. Isso não significa que a lei não esteja valendo, ela está valendo. Mas é um momento de educação do mercado para que possamos implementar o que a legislação e as resoluções da Susep e do Ministério dos Transportes estabelecem”, afirmou.
De acordo com ele, o objetivo das medidas é garantir uma transição organizada, sem comprometer a atividade de transporte no país. “Nesse primeiro momento, até julho, ninguém será impedido de trabalhar. Isso é muito importante, porque se o transporte parar, o Brasil para. O que estamos vivendo agora é um período orientativo, para que o mercado se organize e consiga implementar o que a lei determina”, explicou.
O executivo também ressaltou que as mudanças podem ampliar o acesso ao seguro para transportadores autônomos, o que representa novas oportunidades para o setor.
“Grande parte dos transportadores autônomos não tinha acesso ao seguro e agora passa a ter. Esse tema já está sendo discutido com o mercado para que possamos trazer mais clareza para todos os envolvidos”, acrescentou.
Ao CQCS, o executivo destacou ainda a relevância do setor de transporte para a economia nacional. “É um setor extremamente importante, que funciona como um grande propulsor do Brasil, responsável por movimentar o transporte de cargas por todo o país.”
IA ganha espaço no seguro de transportes, mas exige cautela
Durante outro painel do evento, Siqueira também abordou o avanço da Inteligência Artificial (IA) no mercado de seguros e destacou que a tecnologia já começa a ser aplicada em diferentes áreas das seguradoras, especialmente em operações e análise de informações.
Segundo ele, muitas empresas iniciam a implementação em setores onde é possível integrar soluções tecnológicas de forma mais direta, como serviços operacionais e processos de compatibilidade de dados.
“A IA está aí e não dá mais para mudar isso. A gente precisa trabalhar com ela, mas tomando alguns cuidados, uma vez que exige estrutura e capacidade de máquina para operar”, afirmou.
O executivo explicou que o uso da tecnologia pode tornar a jornada do cliente mais fluida e eficiente, muitas vezes de forma imperceptível para o próprio usuário.
“Isso acaba tornando a jornada do cliente mais fluida, em um processo que muitas vezes ele nem percebe. Mas precisamos ter um cuidado muito grande, porque jamais podemos substituir o ser humano. A inteligência artificial ajuda, mas não substitui.”
Siqueira também ressaltou que, dentro do Grupo HDI, os colaboradores já contam com ferramentas de inteligência artificial para apoiar atividades do dia a dia, com diversos projetos em desenvolvimento.
“Hoje disponibilizamos ferramentas de IA para todos os colaboradores e temos cerca de dez projetos em andamento. Ao mesmo tempo, nos preparamos para o maior desafio, que é a segurança no uso dessas ferramentas”, explicou.
Segundo ele, o controle sobre dados e informações é uma das principais preocupações das empresas ao adotar esse tipo de tecnologia. “Todos podem utilizar as ferramentas, mas já começamos a estabelecer limites sobre o que cada um pode acessar. Cada área tem o seu tipo de informação e nada do que é produzido aqui dentro é enviado para fora. É um ambiente fechado e controlado”, concluiu.
Conexão entre seguradoras, corretores e transportadores
Para Segundo Cruz, CEO da Solist Corretora, o evento cumpre um papel relevante ao promover o diálogo entre diferentes agentes do setor. “Aqui conseguimos aprofundar as discussões sobre as mudanças que estão acontecendo no mercado, especialmente as alterações na legislação”, afirmou.
Segundo ele, iniciativas como a ExpoCIST ajudam a aproximar seguradoras, corretoras e transportadores em torno dos desafios e das transformações do segmento. “É um evento extremamente relevante porque faz a conexão entre todas essas áreas que têm a responsabilidade de realizar uma gestão inteligente e eficiente no mercado de seguros de transporte”, concluiu.
Fonte: CQCS






