Operação Contrato Final, teve como alvo fraudes contra a Caixa Econômica Federal e descobriu golpe em seguros
Uma operação da Polícia Federal acendeu um alerta no mercado de seguros ao revelar um esquema sofisticado de fraudes envolvendo apólices de seguro de vida contratadas em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade em Alagoas. A ação, batizada de Operação Contrato Final, teve como alvo fraudes contra a Caixa Econômica Federal e resultou no cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, além do sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão. As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil nesta quinta-feira, 25.
As diligências ocorreram em Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde, todas em Alagoas. Um dos desdobramentos mais sensíveis da investigação foi o afastamento cautelar de um gerente da Caixa, suspeito de integrar o esquema criminoso. Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu armas de fogo, veículos de luxo, balança de precisão e equipamentos eletrônicos, reforçando a suspeita de atuação organizada e estruturada do grupo.
Segundo apuração da CNN Brasil, o esquema funcionava a partir do aliciamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, que eram convencidas a contratar seguros de vida. As apólices tinham valores elevados e contavam com a participação do gerente da instituição financeira, que auxiliava na formalização dos contratos. Entre dois e três meses após a contratação, as seguradas morriam, o que levantou suspeitas imediatas sobre a legalidade das operações.
Com a constatação dos óbitos em um intervalo considerado atípico, a Caixa bloqueou o pagamento das indenizações, que poderiam chegar a cerca de R$ 1 milhão por apólice, e comunicou o caso às autoridades. A partir disso, a Polícia Federal conseguiu identificar empresários e outros envolvidos como beneficiários finais dos valores segurados. As informações também foram confirmadas pelo portal Frances News, que detalhou o caráter milionário do esquema.
A investigação integra as ações da FICCO, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, e expõe fragilidades que podem ser exploradas quando não há controles rigorosos na contratação e na análise de seguros de vida, especialmente em casos de alto capital segurado.
Para especialistas do setor, casos como esse reforçam a importância de processos robustos de compliance, análise de risco e monitoramento de sinistros atípicos. O episódio também chama atenção para o papel estratégico das seguradoras e instituições financeiras na prevenção a fraudes, além da necessidade de atuação conjunta com órgãos de investigação para preservar a credibilidade do seguro de vida, produto essencial de proteção financeira e social.
Fonte: CQCS







