Para muitos brasileiros, o imóvel de veraneio é um refúgio sagrado. É o lugar onde as preocupações do dia a dia dão lugar ao descanso. Assim como os imóveis residenciais permanentes, as casas utilizadas para temporada de verão ou inverno estão suscetíveis a imprevistos como roubo, dano elétrico, entre outros problemas, já que ficam desocupadas boa parte do ano. Em entrevista ao CQCS, Bradesco Seguros e Seguros SURA Brasil reforçam que esse tipo de imóvel também precisa de proteção, assim como as casas na cidade. Afinal, é melhor se prevenir para não sair no prejuízo.
Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o mercado de seguros no Brasil deve alcançar cerca de R$ 100 bilhões em 2026, com crescimento anual estimado em aproximadamente 8%. No segmento residencial, cerca de 17% dos domicílios brasileiros contam com seguro residencial, o que equivale a aproximadamente 13 milhões de casas seguradas. É um percentual baixo frente ao total de lares, mas que indica expansão em um mercado ainda em formação.
Considerando apenas a contratação do serviço de assistência, o valor anual de uma apólice pode ser equivalente ou até mais barato do que o custo de uma única visita emergencial particular em um domingo ou feriado. É o que explica André Cabral, gerente de Habitat e Competitividade da Seguros SURA Brasil. “Para um chaveiro, por exemplo, que você precisa imediatamente para acessar sua casa, o serviço de deslocamento em um horário não comercial ou em feriado pode facilmente ultrapassar o de uma apólice anual que oferece não só essa assistência, mas também diversas outras coberturas e o pacote de serviços da seguradora. Ou seja, a apólice garante não só a emergência, mas uma série de proteções e assistências ao longo do ano.”.
Ao analisar o custo anual de um seguro residencial, percebe-se que ele representa uma fração muito pequena do valor total do imóvel, normalmente entre 0,1% e 0,2%. É o que aponta Eduardo Menezes, superintendente Sênior de Ramos Elementares da Bradesco Seguros. “Além de proteger o patrimônio, o produto oferece um conjunto de assistências que garantem conveniência e atendimento ágil, sem custos adicionais.
Por outro lado, uma única visita emergencial contratada de forma particular pode custar entre R$ 300 e R$ 800, dependendo do tipo de serviço. Por isso, podemos afirmar que o seguro residencial entrega uma excelente relação custo-benefício e agrega tranquilidade ao dia a dia do cliente.”.
Uma estratégia importante é destacar o valor das assistências 24 horas do seguro residencial para casas de veraneio, que oferecem suporte em situações adversas e ajudam na manutenção do imóvel, algo especialmente relevante para esse tipo de residência, que passa boa parte do tempo desocupada e pode apresentar problemas por falta de uso. Menezes orienta os corretores sobre os argumentos que podem impulsionar as vendas. “Além disso, os imóveis de veraneio costumam ser usados em momentos de lazer e descanso. Mostrar ao cliente que o seguro pode evitar transtornos justamente nesses períodos é um argumento que fortalece a oferta e pode fazer diferença na decisão de compra. Outro ponto, bastante relevante, é a proteção contra incêndios que podem destruir completamente o seu patrimônio, às vezes sem condições de atuação mais rápida do proprietário e do corpo de bombeiros.”.
Segundo Cabral, existem alternativas para o corretor de seguros aumentar a venda das apólices residenciais em sua carteira, ao captar clientes que possuem imóveis de veraneio. “A principal estratégia para o corretor aumentar as vendas residenciais nesse segmento, especialmente para clientes com imóveis de veraneio, é explicar didaticamente os benefícios da assistência”.
Ele pode utilizar a estratégia de desconto comercial para quem possui múltiplos imóveis, possibilitando a inclusão da residência habitual e de veraneio na mesma apólice, ou, ainda, várias propriedades de veraneio, potencializando o fechamento e a fidelização. “É essencial que o profissional entenda o perfil completo do cliente e suas necessidades, oferecendo uma solução integral que abranja todos os seus bens”, concluiu.
Fonte: CQCS







