Reportagem do Estadão alerta para os principais danos causados pela chuva de granizo e explica quando o seguro do carro garante a indenização
Chuvas de granizo, cada vez mais frequentes em diferentes regiões do Brasil, têm provocado danos expressivos em veículos e levantado dúvidas entre motoristas sobre como agir e se o seguro cobre esse tipo de ocorrência. Segundo apuração do Estadão, em poucos minutos as pedras de gelo são capazes de comprometer lataria, vidros, faróis e até resultar em perda total, especialmente em modelos mais sofisticados.
De acordo com o Jornal do Carro, do Estadão, o problema não está apenas na força do impacto, mas na multiplicidade de avarias provocadas simultaneamente, o que encarece o reparo e pode tornar o conserto economicamente inviável. Por isso, entender os riscos e as formas de proteção é essencial, sobretudo no início do período chuvoso.
Assim como já destacou o Estadão em outras reportagens sobre eventos climáticos extremos, a recomendação é que o motorista adote uma postura preventiva ao perceber mudanças bruscas no tempo, principalmente em estradas e vias rápidas, onde a exposição ao granizo tende a ser maior.
Buscar abrigo rápido pode reduzir danos
Segundo Alexandre Dias, mecânico e diretor da Guia Norte Auto Center, a principal orientação é interromper o deslocamento assim que a chuva de granizo começar e buscar abrigo adequado.
“O ideal é correr para um local fechado e seguro, como um shopping, um estacionamento coberto ou uma garagem. Sempre estruturas de concreto, com laje. Estruturas metálicas não são recomendadas, porque já houve casos em que elas caíram sobre o carro durante a chuva”, afirmou Dias ao Estadão.
O especialista alerta que parar em locais improvisados, como sob árvores, pode aumentar o prejuízo e até colocar os ocupantes em risco.
Muitos danos pequenos tornam o conserto caro
Ao contrário do que muitos motoristas imaginam, o granizo dificilmente causa um único dano concentrado. “Não é um amassado grande. São muitos amassadinhos espalhados pela lataria, e isso encarece muito o reparo”, explicou Dias.
Na maioria dos casos, o conserto é feito com martelinho de ouro, técnica que preserva a pintura, mas que pode ter custo elevado dependendo da extensão dos danos. Há situações em que o valor do reparo ultrapassa R$ 10 mil apenas nesse tipo de serviço.
Em veículos mais modernos, o prejuízo tende a ser ainda maior. Faróis de LED podem custar até R$ 30 mil, tetos solares e panorâmicos variam entre R$ 15 mil e R$ 30 mil, e peças como capô, teto e tampa do porta-malas podem exigir substituição completa. “Faróis costumam quebrar mais que lanternas, por ficarem mais inclinados. Lataria sempre sofre bastante. O custo nunca é baixo”, disse Dias.
Seguro cobre danos causados por granizo?
De acordo com Fábio Morita, diretor executivo de automóvel, massificados e vida da Allianz Seguros, os danos provocados por granizo costumam estar incluídos nos contratos mais comuns de seguro.
Segundo Morita, a queda de granizo faz parte da chamada Cobertura Compreensiva, presente a partir dos pacotes básicos da seguradora. “Essa cobertura protege o veículo contra colisões, roubo e danos causados por eventos da natureza, como granizo, alagamentos e quedas de raio”, explicou ao jornal.
O executivo ressaltou, no entanto, que apólices mais simples — voltadas apenas para roubo e furto ou para responsabilidade civil contra terceiros (RCF-V) — normalmente não contemplam esse tipo de dano. Em motocicletas, essa exclusão é ainda mais comum.
Quanto aos reparos, amassados na lataria entram na Cobertura Compreensiva, com aplicação da franquia. Já itens como vidros, faróis, lanternas, retrovisores e teto solar podem ser atendidos por coberturas adicionais, quando contratadas, geralmente com custo menor ao segurado.
“Isso garante mais agilidade no conserto e padronização na qualidade do serviço prestado ao segurado”, afirmou Morita.
Fonte: CQCS








