Dados da Susep mostram avanço dos seguros de pessoas e manutenção da liderança do Auto; companhia aponta mudança no comportamento do consumidor e o papel do corretor
Dados do Boletim Susep de novembro de 2025 mostram que os seguros de Danos e de Pessoas mantiveram a trajetória de crescimento no mercado brasileiro. Segundo a Superintendência de Seguros Privados, excluindo o VGBL, houve uma arrecadação de R$ 202,28 bilhões no acumulado do ano, crescimento nominal de 7,28% em relação ao mesmo período de 2024.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos seguros de Pessoas, que somou R$ 70,7 bilhões, alta de 8,69% e crescimento real de 3,4% na comparação anual. Dentro desse grupo, o seguro de Vida se destacou, com R$ 34,9 bilhões, alta de 12,3% e crescimento real de 6,8%.
Para Fábio Morita, diretor executivo de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz Seguros, esse movimento reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro. “Nós vemos como uma evolução natural da maturidade do mercado brasileiro de seguros. O crescimento expressivo do Vida reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor, que passou a valorizar mais a proteção financeira e o planejamento de longo prazo, especialmente após a pandemia”, afirma.
Segundo o executivo, a conscientização sobre a importância de proteger a renda e a família, aliada à ampliação do debate sobre saúde financeira e sucessão, tem impulsionado a procura por seguros de Vida. “Entre os principais fatores que impulsionam essa demanda também está a oferta de produtos mais flexíveis e acessíveis, que se adaptam a diferentes perfis e momentos de vida”, pontua.
Morita também destaca o papel do corretor nesse processo. “Observamos uma atuação cada vez mais qualificada dos corretores, que têm um papel fundamental ao traduzir esses riscos e necessidades para o cliente final. Desta maneira, eles conseguem mostrar que o seguro de Vida vai muito além da cobertura em caso de morte: é uma solução que oferece assistências, coberturas em vida e soluções que contribuem para a estabilidade financeira das pessoas e, também, das empresas.”
Na Allianz, esse avanço se reflete nos números. “De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pela Susep, de janeiro a novembro de 2025, na modalidade Vida Individual, a companhia cresceu 29% e teve um faturamento de R$ 112 milhões – crescimento acima do mercado, que no mesmo período avançou 14%”, afirma o executivo. Segundo ele, a seguradora também registrou crescimento relevante no Vida Coletivo, com alta de 9,5%.
Além do seguro de Vida, o Boletim Susep aponta que o seguro Auto segue como o principal produto entre os ramos de Danos. No acumulado até novembro de 2025, o segmento arrecadou R$ 55,6 bilhões, crescimento nominal de 6,3% e real de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, respondendo por cerca de 42% das receitas dos seguros de Danos.
Morita diz que esse cenário está diretamente ligado às novas exigências do consumidor. “Hoje, o cliente busca praticidade, transparência e, principalmente, uma proteção que faça sentido para aquilo que realmente precisa. Ele valoriza a experiência desde a contratação até o momento em que usa o seguro.”
Segundo com o executivo, a estratégia da Allianz tem sido focada em qualidade, eficiência e inovação. “O diferencial está justamente em entregar valor aos clientes e é isso que nos posiciona como uma das principais companhias de seguro Auto do Brasil”, diz, destacando o desempenho da companhia no ramo. “Fechamos os 11 meses de 2025 com um faturamento de R$ 7,7 bilhões, alta de 22% sobre o mesmo período de 2024. Crescemos a dois dígitos, enquanto o mercado como um todo alavancou 6,4%.”
Para atender esse novo perfil de consumidor, a Allianz tem investido em personalização de coberturas, ampliação de limites de aceitação, ajustes nas coberturas de responsabilidade civil, fortalecimento do seguro de frotas e expansão da aceitação de veículos elétricos, além da oferta de serviços adicionais. “Juntas, essas soluções combinam gestão técnica sólida, foco em inovação orientada ao cliente e desenvolvimento de soluções personalizadas, o que nos permite continuarmos competitivos e com um desempenho consistente no ramo”, explica Morita.
Na avaliação do executivo, tanto no seguro de Vida quanto no Auto, o corretor segue como peça central para sustentar o crescimento do mercado de seguros. “Sabemos que não adianta desenvolver novos produtos se o canal de distribuição não estiver realmente apto para oferecê-los ao segurado”. Segundo ele, a companhia tem investido continuamente em capacitação, tecnologia e simplificação de jornadas para fortalecer a atuação consultiva. “Nosso objetivo é usar a tecnologia para simplificar processos, aprimorar a gestão de riscos e fortalecer a relação de confiança entre a Allianz, os corretores e os segurados”, finaliza.
Fonte: CQCS








