Os dados recentes do setor de seguros, divulgados pela Susep e analisados pelo BB Investimentos, mostram um desempenho estável. Em novembro de 2025, os prêmios emitidos cresceram 6,7% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 16,3 bilhões no mês. Os principais motores desse crescimento foram os ramos residencial e habitacional, que continuam a registrar aumentos significativos, enquanto o setor rural apresenta resultados decepcionantes, com uma queda de 17,5%.
Perspectivas do Setor
Para 2026, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) prevê um crescimento de 8,5% no setor de seguros como um todo (excluindo previdência aberta) e 2,3% especificamente para o ramo rural, sinalizando uma possível reversão da tendência negativa vista em 2025.
Num panorama mais amplo, o calor intenso e a previsão de mais tempestades, devido ao fenômeno El Niño, trazem atenção redobrada para os seguros patrimoniais e agrícolas. Modelos de previsão indicam uma alta probabilidade de condições climáticas neutras nos primeiros meses de 2026, o que poderia favorecer a estabilidade do índice de sinistralidade, já que eventos extremos devem ser menos frequentes.
Desempenho na Previdência
Por outro lado, a previdência privada enfrenta desafios. Em novembro, as contribuições brutas totalizaram R$ 9,5 bilhões, uma queda de 10,3% mensal e de 31,7% em relação ao ano anterior. A nova cobrança de IOF para planos VGBL tem impactado negativamente a captação, que caiu cerca de 35% nas comparações anuais. A expectativa é de que a isenção de IOF para contribuições de até R$ 600 mil por CPF, a partir de 2026, possa reverter o quadro de arrecadação.
Retorno das Ações
No mercado acionário, o desempenho das seguradoras não tem correspondido às expectativas. Apesar de resultados financeiros promissores e uma sinistralidade controlada, as ações do setor estão apresentando retornos inferiores ao Ibovespa. Por exemplo, o grupo Caixa Seguridade (CXSE3) viu uma leve queda de 0,3%, enquanto o BB Seguridade (BBSE3) caiu 2,4%.
Fontes: Susep








