Especialistas alertam que a pressa na renovação ou contratação abre armadilhas; erro mais comum é escolher pelo preço baixo, ignorando coberturas, assistências e momento da vida
Com o início de um novo ano, muitos brasileiros revisam as finanças e reservam recursos para sonhos, como viagens ou aposentadoria, e pagamento de despesas. Mas especialistas afirmam que priorizar a proteção contra imprevistos deve ser uma meta para 2026.
Nesse sentido, quatro soluções são essenciais na visão deles: seguro de vida (incluindo coberturas em vida), residencial, automóvel e previdência privada.
A pressa na renovação ou contratação, porém, abre armadilhas. O erro mais comum é escolher pelo preço baixo, ignorando coberturas e assistências, segundo Fabio Magalhães, diretor comercial da Bradesco Vida e Previdência.
“Para evitar esse tipo de situação, o ideal é contar sempre com a análise consultiva de um corretor de seguros, que irá compreender uma série de fatores, como momento de vida, aspirações, entre outros, e poderá oferecer ao cliente a melhor combinação, naquele momento”, afirma.
Outro erro comum é ignorar o próprio momento de vida, como mudanças na família ou na renda, ao escolher soluções financeiras.
“Entender renda, despesas e objetivos, considerando os imprevistos da vida, é essencial para calibrar corretamente a proteção e a acumulação, garantindo um planejamento sustentável no médio e longo prazos”, diz Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da Icatu Seguros.
“Se houve mudança de renda, de rotina, de patrimônio ou na estrutura familiar, a proteção também precisa ser revista” — Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da Icatu Seguros
Veja abaixo os principais seguros para 2026 e dicas na hora de escolher, segundo os especialistas:
Seguro em vida: proteção enquanto você vive
Muita gente pensa que seguro de vida só vale após a morte, mas o seguro de vida em vida muda isso.
Ele paga indenização direta ao segurado em casos de doenças graves (como câncer, AVC, infarto, Alzheimer ou Parkinson) ou acidentes pessoais (fraturas, invalidez parcial ou total).
“O seguro em vida, por exemplo, possui coberturas e assistências para uso em situações inesperadas como perda de emprego ou mesmo para suprir gastos financeiros quando há o diagnóstico de uma doença grave”, afirma Magalhães.
O seguro tradicional geralmente não permite resgate e tem reajustes anuais crescentes de acordo com a idade, ao contrário do segundo em vida.
Em doenças graves, por exemplo, você recebe o valor integral ao confirmar o diagnóstico. Para acidentes, o pagamento é proporcional: 50% de invalidez, 50% da cobertura; invalidez total (como paraplegia), 100%.
Seguros patrimoniais: casa e carro blindados
“Os seguros patrimoniais, como automóvel e residencial, protegem bens importantes e evitam que um imprevisto comprometa o orçamento ou force o uso de reservas que tinham outro destino”, diz Magalhães.
O seguro residencial cobre o básico: incêndio, raio e explosão. Na hora da contratação é exigido que o segurado opte por pelo menos uma cobertura adicional, como alagamento, roubo, danos elétricos e quebra de vidros.
Para contratar o seguro residencial, as seguradoras geralmente solicitam documentos básicos pessoais do interessado, como RG, CPF, CNH ou CNPJ, além do comprovante de endereço.
Quando ocorre um sinistro e o segurado aciona o seguro, a seguradora solicita uma documentação mais detalhada para comprovar o dano e a propriedade do imóvel e bens afetados.
Já o seguro auto protege contra colisão (danos ao seu carro), roubo/furto (substituição pelo valor de mercado), incêndio, danos a terceiros e fenômenos naturais como granizo ou alagamento.
Para maior proteção, é possível coberturas como assistência 24h (guincho, chaveiro, troca de pneu), vidros/lanternas/retrovisores, carro reserva e até colisão por motorista de aplicativo.
Previdência privada
A previdência privada funciona como uma poupança para o futuro: você deposita dinheiro todo mês e ele cresce para ajudar na aposentadoria ou realizar sonhos, como comprar uma casa.
Ela complementa o INSS, que sozinho pode não ser suficiente. Com valores acessíveis, como R$ 200 por mês, você cria um patrimônio que garante tranquilidade na velhice.
“Quando falamos em acumulação, a previdência privada cumpre um papel estratégico ao apoiar a formação de recursos de longo prazo”, diz Hinrichsen.
Segundo o especialista, enquanto o seguro oferece uma indenização que ajuda a manter a estabilidade financeira em situações inesperadas, a previdência ajuda a construir um patrimônio.
“Não contratar a previdência privada é assumir o risco de comprometer as reservas acumuladas ou o patrimônio construído, o que pode atrasar ou inviabilizar planos futuros.”
O preço de ignorar: endividamento à vista
Para quem tem renda média, não contratar essas soluções básicas pode ser um risco alto. Um roubo na casa ou acidente de carro pode custar caro, enquanto uma doença grave, pode representar meses sem salário.
“O orçamento atual consegue absorver gastos inesperados sem prejudicar compromissos já assumidos? Quando a resposta for não, o seguro passa a ser um instrumento ainda mais relevante para preservar a estabilidade financeira familiar”, diz Magalhães.
Como comparar e negociar
- Liste necessidades (renda, bens, família, histórico de saúde);
- Peça cotações de 3 seguradoras via corretor.;
- Negocie assistências extras (ex.: chaveiro no residencial ou guincho no auto);
- Integre previdência para disciplina financeira.
Fonte:InfoMoney








