Seguro de vida cresce 8,2% na Bahia e se consolida como estratégia de proteção financeira familiar

A arrecadação com seguros de vida na Bahia atingiu R$ 369,2 milhões entre janeiro e maio de 2025, registrando um crescimento de 8,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. No mesmo intervalo, as indenizações pagas somaram R$ 44 milhões, com alta de 16,8%, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

 

O aumento na procura por apólices de seguro de vida na Bahia vem sendo interpretado por especialistas como reflexo de um amadurecimento da cultura de proteção e planejamento financeiro, especialmente em contextos de instabilidade econômica e exposição crescente a riscos sociais e de saúde.

 

Janaína Leal, diretora do SindSeg BA/SE/TO, destacou que o crescimento da demanda demonstra uma mudança no comportamento do consumidor. “Em um estado onde muitas famílias dependem de um único provedor de renda, essa proteção se mostra essencial”, afirmou. Segundo ela, os seguros para uso em vida também têm ampliado sua presença no mercado, garantindo suporte financeiro em situações de dificuldade e permitindo melhor organização orçamentária.

 

Indústria reage com inovação e novos produtos voltados à realidade dos brasileiros

 

De acordo com Antônio Rezende, diretor estatutário da FenaPrevi, o aumento do interesse por seguros de vida é impulsionado por fatores emocionais, econômicos e sociais, bem como pela resposta das seguradoras, que têm lançado produtos mais adaptados aos desafios contemporâneos.

 

“O brasileiro está mais consciente de que viver mais também significa estar mais exposto a riscos. A indústria respondeu com soluções inovadoras para diferentes perfis”, pontuou Rezende.

 

Segundo o executivo, o legado da pandemia também influenciou o comportamento do consumidor, ao evidenciar a fragilidade das fontes de renda e a necessidade de medidas preventivas. A maior disseminação de educação financeira e a comunicação mais eficaz das seguradoras foram outros fatores destacados.

 

Coberturas vão além da morte e incluem doenças graves e invalidez

 

O seguro de vida tradicional é um contrato pelo qual a seguradora se compromete a indenizar financeiramente os beneficiários em caso de morte, invalidez ou doenças graves do segurado. No entanto, a evolução do mercado trouxe novas modalidades de cobertura, com ênfase na utilização em vida.

 

Principais situações cobertas:

 

Morte : Pagamento aos beneficiários para manutenção da renda familiar, quitação de dívidas e suporte a dependentes.

 

Invalidez permanente : Garantia de indenização ao próprio segurado em caso de incapacidade laboral.

 

Doenças graves : Cobertura específica para enfermidades como câncer, AVC e infarto, viabilizando tratamento e assistência.

 

Serviços adicionais: Inclusão de benefícios como assistência funeral, apoio psicológico e suporte emergencial.

 

O funcionamento do seguro de vida é simples: o segurado paga um valor mensal (prêmio) e, em troca, tem direito a uma indenização conforme os termos da apólice contratada. O valor da cobertura varia conforme o plano, o perfil do contratante e os riscos cobertos.

 

Bahia acompanha tendência nacional de fortalecimento da cultura seguradora

 

O aumento da arrecadação na Bahia segue a tendência observada em outras regiões do país, onde a procura por proteção financeira tem ganhado protagonismo em decisões familiares de médio e longo prazo. A percepção de que o seguro de vida não é apenas um instrumento pós-morte, mas sim um recurso de suporte diante de situações imprevistas e complexas, tem sido cada vez mais disseminada.

 

Profissionais do setor avaliam que essa mudança cultural consolida o seguro de vida como um pilar do planejamento financeiro familiar, especialmente em contextos de alta vulnerabilidade econômica, como os enfrentados por famílias de baixa e média renda.

 

Fonte: Jornal Grande Bahia